dezembro’21 | casa das artes

isto não é natal


Para dezembro apresentamos 5 filmes cujo o elemento comum é serem passados durante a altura natalicia mas que não são definitivamente os tipicos filmes de natal. Além destas sessões, teremos 3 sessões especiais, duas dedicadas ao Mário Bonito, arquiteto e cineclubista, juntando-nos assim nas comemorações do centenário do seu nascimento.

Para fechar o ano, fechamos também o ciclo 7 ½, que se iniciou já com as comemorações dos 75 anos do Cineclube e que teve várias interrupções devido às paragens forçadas pela pandemia.

Abrimos com o filme Museu, passado no México sobre um assalto atipico ao Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México da noite de Natal de 1985. O filme é realizado pelo Alonso Ruizpalacios, que nos trouxe Gueros. No sábado, dia 4, exibimos o filme Tangerinedo americano Sean Baker, totalmente filmado com iphones e que tem como personagem principal Sin-Dee Rella acabada de sair da prisão de Los Angeles na véspera de Natal; furiosa à procura do seu namorado, e chulo, e da sua amante.

Na semana seguinte o filme Carol de Todd Haynes, é exibido. Um drama de época baseado na obra de Patricia Highsmith que nos conta a história do encontro entre Therese e Carol e as consequencias que advém dele.

No sábado, dia 11, temos a primeira sessão dedicado a Mario Bonito com a exibição do musical Os Sapatos Vermelhos, programado pelo arquiteto no Ciclo O Bailado no Cinema, em 1951.

Na quinta-feira, 16 de dezembro exibimos a comédia negra de Martin McDonagh, Em Bruges sobre dois assassinos a soldo de castigo na cidade de Bruges. O último filme dedicado à nossa tematica é o A Minha noite em casa de Maud, um dos contos de Eric Rohmer, um debate filosófico entre catolicismo e marxismo entre dois homens que deixam passar a alegria de viver representada pela jovem Maud.

No dia 19 de dezembro, domingo, temos uma sessão absolutamente especial dedicada aos mais novos e ainda em forma de homenagem ao arquiteto Mário Bonito, um dos responsáveis pela secção infantil do Cineclube do Porto.

Dumbo, o clássico absoluto da Disney será exibido no domingo às 11h da manhã. A entrada é gratuita.

Depois do Natal e antes do ano novo, fechamos o nosso ciclo 7 ½ com a exibição do filme representativo dos anos 10 do século XXI. Debaixo da Pele de Jonathan Glazer é exibido na quinta-feira, dia 30.

Não percam este dezembro. Há muito para ver!

Quinta-feira, 2 de dezembro | 21h30

MUSEU

MUSEO

Alonso Ruizpalacios

2020 | MÉXICO | FIC | 126’ | M/14


Baseado na história verdadeira do famoso assalto ao Museu Nacional de Antropologia na Cidade do México da noite de Natal de 1985. Dois jovens estudantes, Juan Núñez (Gael García Bernal) e Benjamín Wilson (Leonardo Ortizgris), invadem o museu para roubar 140 peças pré-hispânicas, entre as quais a máscara de jade do Rei Pakal.

Presumindo tratar-se de um crime organizado por grupos internacionais de tráfico de artes, a polícia não suspeita que os autores do crime são jovens inexperientes que vivem nos subúrbios da classe média.

MUSEU foi selecionado oficialmente para a 68ª edição do Festival de Berlim, onde venceu o Urso de Prata para o Melhor Argumento e foi também seleção oficial do Festival Internacional de Toronto.

Sábado, 4 de dezembro | 18h

TANGERINE

Sean Baker

2015 | EUA | FIC | 88’ | M/16


Los Angeles, véspera de Natal: Sin-Dee Rella, sai da prisão furiosa à procura do seu namorado, e chulo, e da sua amante.

Filmado inteiramente com Iphones 5S. O verdadeiro brilho e relevância de TANGERINE reside no facto de serem atrizes transexuais a interpretar personagens transexuais. Uma prostituta transgénero de Los Angeles (EUA) volta à liberdade depois de quase um mês na prisão. Acidentalmente, a sua melhor amiga conta-lhe que o namorado e proxeneta que ela deixou para trás anda a traí-la com uma mulher cisgénero (cuja expressão de género corresponde ao sexo que lhe foi atribuído à nascença). E parte à procura de ambos. É esta a história da comédia de Sean Baker, realizador que no passado co-criou para televisão a personagem Greg the Bunny, um fantoche de mão, e assinou filmes como Starlet.

Quinta-feira, 9 de dezembro | 21h30

CAROL

Todd Haynes

2015 | EUA | FIC | 118’ | M/12

Nova Iorque (EUA), década de 1950. A jovem Therese Belivet sobrevive com um emprego na secção de brinquedos de um grande armazém ao mesmo tempo que sonha com uma carreira como fotógrafa profissional. Um dia, conhece Carol Aird, uma mulher sofisticada de cabelos loiros e casaco de vison que ali chega para comprar um presente de Natal para a filha. Therese anota o endereço de envio do brinquedo e, num impulso, escreve um cartão de felicitações. Carol, que está a viver um momento conturbado e que se encontra à beira do divórcio com Harge, o marido, responde. Mais tarde, as duas encontram-se e ficam amigas. Com o tempo, a amizade converte-se em intimidade e paixão. Mas quando a relação se torna evidente, o marido de Carol retalia pondo em causa a sua competência enquanto mãe e exigindo a guarda total da filha de ambos. É então que Carol, desesperada, desafia Therese a fazer uma longa viagem pelos EUA…

Sábado, 11 de novembro | 18h

HOMENAGEM A MÁRIO BONITO

OS SAPATOS VERMELHOS

THE RED SHOES 

Michael Powell, Emeric Pressburger

1948 | EUA | FIC | 138’ | M/12

Obra-prima do cinema britânico da década de quarenta, OS SAPATOS VERMELHOS tem por tema a relação entre a vida e a arte. Guiada por um empresário visivelmente inspirado na figura de Diaghilev (Leonid Massine, um dos colaboradores do empresário russo, tem um papel no filme), uma jovem bailarina torna-se uma estrela, mas tem de enfrentar o dilema entre entregar-se inteiramente à carreira ou sacrificar o amor. A fotografia em Technicolor de Jack Cardiff, a fabulosa direção artística de Hein Heckroth e a música de Brian Easdale construíram um dos mais belos musicais de sempre. 

Texto da Cinemateca

quinta-feira, 16 de dezembro | 21h30

EM BRUGES

IN BRUGES

Martin McDonagh

2008 | BELG/REINO UNIDO | FIC | M/12


Depois de um trabalho em Londres que corre mal, dois assassinos são enviados para a pacata Bruges, na Bélgica, para desaparecerem do mapa por uns tempos. Ray odeia a cidade e está irritado com o insucesso do trabalho, enquanto Ken olhando o colega de forma paternalista, se deixa levar pela calma e beleza daquela mítica cidade belga de fortes traços medievais. Durante a estadia, sucedem-se encontros estranhos quer com turistas quer com habitantes, um actor norte-americano anão, prostitutas e uma misteriosa mulher. As férias acabam quando o chefe telefona a um deles e ordena-lhe que assassine o outro. As ruas labirínticas de Bruges tornam-se então um cenário surrealista de perseguições.

Sábado, 18 de dezembro | 18h00

A MINHA NOITE EM CASA DE MAUD

MA NUIT CHEZ MAUD

Eric Rohmer

1969 | FRANÇA | FIC | 116’ | M/12


Neste conto erótico-filosófico sob influência, entre a graça e o livre-arbítrio de Pascal, o sentimento católico de Jean-Louis (Trintignant) é o grão de areia no encontro com a mulher mais livre da nouvelle vague, Françoise Fabian no papel de Maud, como escreveu Philippe Azoury. Foi o filme do sucesso americano de Rohmer.

Domingo, 19 de dezembro | 11h00

Sessão EXTRA

Homenagem a Mário Bonito

DUMBO

Ben Sharpsteen, Norm Ferguson, Wilfred Jackson, Bill Roberts, Samuel Armstrong, Jack Kinney, John Elliotte

EUA | 1941 | FIC | 64’ | M/6

Dobrado em português

Uma pequena pérola saída dos estúdios de Walt Disney. DUMBO é a adaptação de uma série de histórias populares da autoria de Helen Aberson e Harold Pearl, que contam as aventuras de um elefante marcado pela diferença: Dumbo é de tamanho reduzido e tem orelhas enormes. Mas descobrirá que estas lhe permitem voar. Um filme que mostra que “a diferença” não conta.

Texto da Cinemateca

ENTRADA GRATUITA 

Quinta-feira, 30 de dezembro | 21h30

Ciclo 7 ½

DEBAIXO DA PELE

UNDER THE SKIN

Jonathan Glazer

EUA | 2013 | FIC | 118’ | M/16

Debaixo da pele de Laura (Scarlett Johansson) está um alienígena. A sua missão é caçar seres humanos, pois a sua carne é um alimento para os da sua espécie. Com isso em mente, ela percorre a Escócia, seduzindo homens que leva para um estranho lugar onde são mantidos vivos para posterior consumo. Porém, ao longo do processo e contra todas as probabilidades, Laura descobre uma inesperada humanidade em si mesma que em nada lhe facilitará a tarefa.

De acordo com as regras associadas ao combate à pandemia do COVID-19, o uso de máscara é obrigatório no interior da Casa das Artes e durante a duração total do filme. 

bilhete normal: 3,5€ | bilhete estudante / +65 anos: 2,5€ | bilhete sócio CCP: 0,5€

A bilheteira abre meia-hora antes de cada sessão.

Não se fazem reservas. Não há multibanco.