Maio’21 | Casa das Artes

MAIO’21

.vaga.mundo.

Para Maio temos dois eventos especiais que vão preencher a nossa programação.

Na primeira semana continuamos a nossa parceria com o BEAST -IFF e recebemos a secção PORTUGUESE ABROAD que apresenta o cinema português com ligações fora de Portugal, procurando mostrar o melhor da cinematografia portuguesa, voltaremos a André Gil Mata, com quem arrancamos em 2017 na primeira edição do festival, e descobriremos o cinema do jovem actor e realizador luso-guineense Welket Bungué, que tem apresentado um conjunto de curtas que marcam um ponto de vista novo no cinema português. 


Na segunda semana de Maio exibiremos na quinta-feira, 13 de maio, o mais recente filme de Elia Suleiman O Paraíso, provavelmente onde viajamos com ele entre Paris e Nova Iorque para descobrirmos como as situações mais comuns podem se transpor a nível global. No sábado, 15, seguimos com Hayao Miyazaki numa viagem no seu Castelo Andante.

Na terceira semana de maio recebemos pela terceira vez o festival IndieJúnior com várias sessões entre os dias 20 e 23 de maio.

No dia 27 exibiremos o filme Alice nas Cidades de Wim Wenders, o primeiro da trilogia dedicada aos road-movies. Uma das obras mais famosas do novo cinema alemão.

Para fechar o mês retomamos o nosso ciclo 7 ½ com a exibição de Apocalypse Now na sua última versão revista pelo realizador Francis Ford Coppola. A sessão terá a apresentação de Ricardo Vieira Lisboa.

Não percam Maio, há muito para ver!

Devido à alteração dos horários de funcionamento de espaços culturais, as nossas sessões de quinta-feira passam para as 20h30 e as de sábado retornam ao seu horário habitual das 18h.

Quinta-feira, 6 de maio | 20h30

5 FILMES DE WELKET BUNGUÉ (67’)

WELKET BUNGUÉ – BIOGRAFIA

Welket Bungué é artista transdisciplinar, de etnia balanta. Considera-se de origem guineense-português, tendo nascido na Guiné-Bissau (região de Xitole) a 7 de Fevereiro de 1988. Reside em Berlim, mas trabalha artisticamente ao nível internacional. É co-fundador da produtora KUSSA, faz locução para entidades internacionais, desenvolve Escrita Dramática, Argumento de Cinema, Performances e Teatro. É licenciado em Teatro no ramo de Atores (ESTC/Lisboa) e pós-graduado em Performance (UniRio/RJ). É Membro Permanente da Academia Portuguesa de Cinema desde 2015, e membro da Deutsche Filmakademie desde 2020. Em 2019 foi distinguido com o prémio “Angela Award – On The Move” no Subtitle Festival em Kilkenny, na Irlanda. Em 2020 Welket vence o “Grande Prémio MAAT – FUSO Festival Intl. de Videoarte de Lisboa” com o filme ‘Metalheart’. Nesse mesmo ano, protagoniza ‘Berlin Alexanderplatz’ (Comp. Intl. Berlinale 2020), realizado por Burhan Qurbani, em que a sua interpretação lhe valeu o prémio de “Melhor Ator” tendo arrecadado um “Cavalo de Alumíno” no Festival Intl. de Cinema de Estocolmo, e ainda recebeu uma nomeação para “Melhor Ator Principal” nos prémios LOLA da Academia Alemã de Cinema (Deutscher Filmpreis). Welket está a terminar a escrita do seu primeiro livro ‘Corpo Periférico’, um ensaio autobiográfico sobre a produção de cinema de autor com base no conceito homónimo de “cinema de autorrepresentação”.

BASTIEN 

PORTUGAL | 2016 | FIC | 20’’ 

A história de um jovem de 24 anos, que cresceu numa Instituição e há seis anos regressou a casa da sua família de acolhimento. Vive com o irmão mais novo Zezito e sua avó adoptiva, Dona Angustina. Vivendo sobre o fio da navalha, Bastien depende de um mundo ingrato e degenerado, entre sonhos que se desmoronam e vidas que se salvam temos um bairro estéril como pano de fundo desta história vivida entre dois irmãos e um destino infecundo que atravessa os seus caminhos.

EX EXPLOITER EXPROPRIATOR

ESTREIA OFICIAL

CABO VERDE | 2016  | FIC | 17’ 

Em primeiro lugar, vamos despojar-nos de todos os nomes. Depois das terras. Dos valores. E, por último, do conhecimento. Quando tiverem fome, terão de nos comprar a comida. Depois, até a água terá lucro.

AGINAL

BRASIL / ALEMANHA | 2018 | FIC | 14’

Não se pode fotografar para esquecer. Kris Linn adora fotografar a natureza, mas esta satisfação tem os seus dias contados porque a cada dia que passa ela esquecerá os lugares para onde foi. Da Colina Dois Irmãos no Rio de Janeiro ao Parque Tiergarten em Berlim, Kris procura o lugar perfeito para uma fotografia perfeita que une a inconstância vívida da natureza e a presença do seu amigo Mayo.

RUN IF YOU CAN, DANCE IF YOU DARE

PORTUGAL / BRASIL | 2019 | FIC | 8’ 

Um jovem performer sai ileso de uma manifestação pública agressiva contra o aumento do preço da passagem de ónibus no Rio, e no dia seguinte é entrevistado por outro artista que pretende contar a sua história aos ouvintes da sua rádio. Auris, como muitos afro-brasileiros poderia ser um corpo ausente, camuflado na estatística dos jovens apagados pela violência imposta pelas classes ou pelas estruturas desigualitárias operando em nome do serviço público, só que não, seu corpo está presente.

CACHEU CUTUM

GUINÉ-BISSAU | 2020 | FIC / DOC | 7’5’’ 

Mostre ao Mundo, com orgulho, a diferença de ser dominado e de ser livre. Aplique a “riqueza da terra na terra”. E ama ao teu irmão como a ti mesmo. Aliás, é o que justifica a chama da Revolução. – Paulo T. Bungué, in ‘Cabaró, Djito Tem!’ (1996

Sábado, 8 de maio | 18h

DRVO – A ÁRVORE

André Gil Mata

PORTUGAL / BÓSNIA E HERZEGOVINA  | 2018 | FIC  | 104’

com a presença do realizador

A estreia de André Gil Mata na longa metragem de ficção (depois das curtas Arca d’Água, Casa, O Coveiro e Num Globo de Neve terem passado pelo IndieLisboa) dá-se com A Árvore. Rodado integralmente na Bósnia, durante os rigorosos meses de Janeiro e Fevereiro, este é um filme onde o frio nos penetra em extraordinários planos-sequência, filmados em película de 16mm. Um homem e uma criança encontram-se debaixo de uma árvore à beira de um rio, compartilhando a mesma memória e um segredo. Encontram no outro a serenidade, o silêncio e o tempo que perderam na corrente.

Quinta-feira, 13 de maio | 20h30

O PARAÍSO, PROVAVELMENTE

IT MUST BE HEAVEN

Elia Suleiman

FR/QATAR/ALE/CAN/ TRQ/PALESTINA | 2019 | FIC | 102’ | M/12


Elia Suleiman deixa a Palestina à procura de uma nova pátria. Mas a busca por uma nova vida torna-se numa comédia de enganos: quanto mais se afasta da Palestina, de Paris a Nova Iorque, mais os novos lugares lhe fazem lembrar o seu país natal. 
Um conto burlesco que explora a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”?

Sábado, 15 de maio | 18h00

CASTELO ANDANTE

HAURU NO UGOKU SHIRO

Hayao Miyazaki

JAPÃO/EUA | 2004 | FIC | 119’ | M/6


Sophie, uma típica adolescente de 18 anos, vê a sua vida virada do avesso quando se cruza acidentalmente com o misterioso e belo feiticeiro Howl e, subsequentemente, é transformada numa mulher de 90 anos pela vaidosa e perversa Bruxa do Nada. Ao embarcar numa incrível odisseia para quebrar a maldição, ela encontra refúgio no castelo andante onde conhece Markl, o aprendiz de Howl, e um impetuoso demónio de fogo, com o nome de Calcifer. O amor e o apoio de Sophie vão ter um enorme impacto em Howl, que vai arriscar a sua vida para ajudar a trazer a paz ao reino.

20 a 23 de maio

Quinta-feira, 27 de maio | 20h30

ALICE NAS CIDADES

ALICE IN DEN STANDTEN

Wim Wenders

ALEMANHA | 1974 | FIC | 112’ | M/12


O jornalista alemão Phillip Winter pretende escrever uma história sobre a América, mas não consegue nada para além de uma série de Polaroids. Antes de iniciar a viagem de regresso a casa, desapontado, aceita levar a pequena Alice com ele, fazendo um favor à mãe da rapariga. Em Amesterdão, a mãe de Alice falha o encontro combinado, e Philippe e Alice iniciam uma viagem para encontrar a avó dela, na Alemanha. Durante a viagem, a animosidade inicial entre ambos vai-se transformando numa relação afectuosa. Este é o primeiro filme da Trilogia Road Movie de Wim Wenders, onde se incluem “Movimento em Falso” e “Ao Correr do Tempo”.

Sábado, 29 de maio | 18h00

ciclo 7 ½

APOCALYPSE NOW

Francis Ford Coppola

EUA | 1979 | FIC | 182’ | M/16

apresentado por Ricardo Vieira Lisboa

Apocalypse Now – Final Cut é a terceira e derradeira versão de um dos grandes marcos da história do cinema, e que em 2019 comemorou 40 anos sobre a sua estreia no Festival de Cannes, onde venceu a Palma de Ouro. Francis Ford Coppola considera naturalmente esta versão como a melhor e a definitiva para o seu filme, cujo restauro em 4K acompanhou de perto, nomeadamente ao nível do som.

A partir de Coração das Trevas, de Joseph Conrad. Durante a Guerra do Vietname, um jovem capitão americano recebe como missão procurar e assassinar um coronel americano desertor que se escondeu na selva e passou a comandar guerrilheiros no Camboja, onde é adorado como um semi-deus.

Sala Henrique Alves Costa

Rua Ruben A, 210, 4150-639, Porto

bilhete normal: 3,5€

bilhete estudante / +65 anos: 2,5€

bilhete sócio CCP: 0,5€

A bilheteira abre meia-hora antes de cada sessão.

Não se fazem reservas. Não há multibanco.

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