AS NOITES DE BORIS | JARDINS DA CASA DAS ARTES | QUARTAS-FEIRAS DE AGOSTO’19

Este ano fazemos férias em casa.

As Noites de Boris são, pela primeira vez, nos jardins da Casa das Artes.
A partir de dia 7 e em todas as quartas-feiras do mês de agosto, exibimos, numa parceria com a DRCN, uma selecção de curtas-metragens.

Abrimos com o BEST-OF CURTAS, uma selecção das melhores obras exibidas no 27º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema.

Na semana seguinte, exibimos algumas curtas-metragens de realizadores com ligações à cidade do Porto, destacando a estreia na cidade do filme FLUTUAR do portuense Artur Serra Araujo.

No dia 21, recebemos pela terceira vez o BEAST WARM UP, uma ante-visão do festival de Cinema da Europa de Leste que se realizará de 28 de setembro a 6 de outubro.
No dia 28 a programação está entregue à Casa da Animação com destaque claro, para o cinema de animação.

A entrada é livre.

*em caso de chuva, as sessões decorrerão no interior da Casa das Artes, na Sala Henrique Alves Costa.

7 – BEST-OF CURTAS

selecção das melhores obras do 27º Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema

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MESA PARA DOIS NO CARPA – DAVID BRUNO de Francisco Lobo (PT | 3’)

Esta é uma viagem visual, sentimental e literal pelos lugares de Mafamude que a canção de David Bruno evoca. Através de uma série de planos fixos que se sucedem num encadeamento ele próprio musical, visitamos os cenários que mais tarde farão o roteiro de uma promessa de uma noite romântica. Mesmo antes de ouvir a proposta, já estamos convencidos por esta construção de uma mitologia própria e a reconquista de um imaginário reconhecível. Estamos nos subúrbios e afinal, os neons, os prédios e o drivethrough podiam ser em New Jersey, mas são em Vila Nova de Gaia.  

PURPLEBOY de  Alexandre Siqueira (PT/FR/BE | 13’)

No princípio era o verbo. Enquanto semeiam um grão na terra, um homem e uma mulher discutem sobre a possível identidade de género desse grão, reproduzindo estereótipos sociais e culturais. (“É macho, pó…) que estão normalizados nas nossas sociedades contemporâneas. À medida que cresce, Oscar vai-se sujeitando a diversos constrangimentos, uns mais simbólicos, outros mais explícitos, e acompanhamos os dilemas próprios de quem procura construir uma identidade enquanto tenta corresponder às expectativas exteriores. “Purpleboy” é uma animação que aborda, de forma poética e afetiva, uma realidade cultural complexa, e cada vez mais fraturante em várias sociedades mais conservadoras. Esta é a estreia absoluta de Alexandre Siqueira no curtas Vila do Conde, mas “Purpleboy” conta já no seu curriculum com o importante prémio Arte do MIFA Pitching do prestigiado Festival internacional du film d’animation D’Annecy, o mais importante do Cinema de animação.

 

PANIQUE AU VILLAGE – LA FOIRE AGRICOLE  de Stéphane Aubier, Vicent Patar (BE/FR | 26’)

Como recompensa pelos seus bons resultados na escola, Cavalo oferece a Índio e Cowboy bilhetes VIP para a feira agrícola, mas uma queda que o leva ao hospital faz com que Cavalo fique temporariamente amnésico e se esqueça onde guardou os bilhetes. Este é o mote para mais um episódio desta saga rural invulgarmente absurda, a cuja imaginação delirante é difícil resistir. Patar & Aubier atingiram em 2012 notoriedade universal com a longa-metragem “Ernest & Celestine”, mas há quase três décadas que desenvolvem as suas personagens alucinantes, com um sentido de humor que alia uma loucura um pouco ingénua e inocente a um carácter poético-surrealista tipicamente belga. O Curtas Vila do Conde vem apresentando em competição desde 1996 as suas mais emblemáticas criações, como as séries “Pic Pic André Shoow” ou esta “Panique Au Village”.

LOS QUE DESEAN  de Elena López Riera (SU/ES | 23’)

Elena López Riera documenta algumas das regras e procedimentos de uma invulgar competição columbófila que se realiza na sua terra natal, no sudeste de Espanha, e em que o pombo vencedor é aquele que consegue atrair a única fêmea do bando e passar o maior tempo possível junto dela, em voo ou no solo. Os árbitros da competição conhecem os pássaros pelos nomes – alguns tão inusitados como Ford Fiesta, Laranja Mecânica ou Insert Coin – e distinguem-nos através das cores garridas com que os criadores os pintam. “Los Que Desean” regista o investimento e a dedicação com que os participantes, todos homens e de várias gerações, treinam os seus pombos para uma competição baseada não na rapidez, mas no desejo, uma elegante metáfora que invoca subtilmente os temas da masculinidade e da sedução nas comunidades patriarcais do Mediterrâneo. Um encontro entre o ancestral e o contemporâneo em que tradições tão familiares para os locais se revelam extraordinárias aos olhos de estranhos. “Los Que Desean” marca a estreia de Elena López Riera no Curtas Vila do Conde.

NEFTA FOOTBALL CLUB de  Yves Piat ( FR | 17’)

Na sua primeira participação no Curtas Vila do Conde, o realizador francês Yves Piat utiliza uma história fictícia para nos demonstrar como se comportaria a inocência de uma criança de 5 ou 6 anos. Amante de futebol, Abdallah encontra no deserto, juntamente com o seu irmão, uma mula que transportava droga, mas que ele acredita ser detergente. De forma ingénua, Abdallah resolve utilizar o suposto detergente para desenhar as linhas de marcação no seu campo de futebol, para assim poder jogar futebol
com os seus amigos.

 

 

14- Pronúncia do Norte

curtas-metragens de realizadores portuenses

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DECLIVE de Eduardo Brito (PT | 7’)

Depois, uma casa vai parecer esperar-te: como num declive, esta é uma história inclinada sobre a memória dos lugares e das coisas, sobre regressos e recomeços.

AUSSTIEG de Jorge Quintela ( PT/AL | 8’)

Um filme de bolso num comboio entre duas estações em Berlim.

DE ONDE OS PÁSSAROS VÊEM A CIDADE de André Tentugal (PT | 10’)

Num último andar de um prédio alto, uma mulher vive obsessivamente a sua memória. Pássaros pairam lentamente sobre esse tempo que já não é. Lá no alto, de madrugada em madrugada, estilhaços de uma vida erguem a necessidade de agir perante o ermo da solidão.

O HOMEM ETERNO de Luís Costa (PT | 15’)

Bernardino Fernandes emigrou para o Canadá em 63. Ao longo de duas décadas filmou centenas de bobines Super 8, organizando-as de forma metódica e obsessiva. O Homem Eterno termina um processo antigo, transformando a vontade de cinema de Bernardino num filme sobre as imagens da sua memória.

FLUTUAR de Artur Serra Araújo  (PT| 12’)

Depois, uma casa vai parecer esperar-te: como num declive, esta é uma história inclinada sobre a memória dos lugares e das coisas, sobre regressos e recomeços.

 

 

21 – BEAST WARM-UP

Programação a cargo do BEAST international film festival.

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THE SEAGULL de Maria Popistasu e Alexandru Baciu (ro | 16’)

Enquanto alberga o seu pai doente, Laura descobre uma gaivota nas traseiras de casa, encontrando na salvação do animal uma desculpa para não enfrentar o problema real da aproximação da morte.

MIA DONNA de Pavlo Ostrikov ( ukr | 16’)

A vida da sexagenária Oksana muda quando o seu marido Tolik se transforma num rapaz de 7 anos. Os médicos não encontram solução para este problema não havendo forma de o fazer regressar.

ON TIME de Jorė Janavičiūtė ( lit | 18’)

Julė tem 27 anos e está sempre atrasada para tudo. Julè está quase a terminar o seu curso para juíza, mas estes atrasos constantes estão a atrapalhar o seu sucesso. Numa tentativa de resolver o seu problema, Julè inicia aulas de condução, conhecendo Arturas, o instrutor que a ajudará a clarificar as causas dos seus problemas.

COMPLEX SUBJECT de Olesya Yakovleva ( rus | 26’)

Um professor misterioso vai trabalhar para uma cidade de província. De modo pretensioso e com uma visão progressista das coisas, o professor não se assemelha muito ao estereótipo habitual mas os habitantes da cidade afeiçoam-se-lhe mais do que o próprio pensa.

 

28 – CINEMA DE ANIMAÇÃO

Programação a cargo da Casa da Animação.

Na última sessão das Noites de Boris de 2019 recebemos a realizadora Regina Pessoa e o seu mais recente filme. A realizadora também seleccionou algumas obras que a inspiraram no processo da criação do “Tio Tomás – A Contabilidade do Dias”, vencedor do Prémio Especial do Juri de Annecy – Festival International du Film d’ Animation.

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TIO TOMÁS – A CONTABILIDADE DOS DIAS de Regina Pessoa (2019; 13′)
A partir das memórias afetivas e visuais da infância de Regina Pessoa, este filme pretende ser uma
homenagem ao seu tio Tomás, um homem humilde e um pouco excêntrico que teve uma existência
simples e anónima. Este filme testemunha como não é preciso ser-se alguém para se ser excepcional
aos olhos de outra pessoa.
Oh que Calma de Abi Feijó (1985, 3′)
Uma viagem através dos medos e dos fantasmas da cultura popular portuguesa.
The Village de Mark Baker (1993, 14′)
O filme retrata o quotidiano dos moradores de uma vila que tem determinadas atitudes à frente dos outros, mas estão mais interessados em esconder os seus segredos e mentiras. O local onde moram tem um formato circular e é como se todos se observassem o tempo inteiro numa incessante e desesperada busca para descobrir algo não revelado.
The Man with the Beautiful Eyes de Jonathan Hodgson (1999; 6′)
Baseado num poema de Charles Buckowsky, este filme conta a história dum grupo de jovens que vivem fascinados com uma casa a quem avisaram para se afastarem.
LUCIA de Niles Atallah, Cristobal Leon & Joaquin Cociña (2007, 4′ )
Uma jovem mulher e a sua familia lutam para se recomporem da ditadura chilena.
When the Day Break de Amanda Forbis, Wendy Tilby (1999, 10′)
Após testemunhar a morte acidental de um estranho, Ruby o porco procura conforto nas pequenas coisas do dia-a-dia.

 

ENTRADA LIVRE

Local: Jardins da Casa das Artes – Rua Ruben A, 210, Porto

 

 

 

 

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