Plano Nacional de Cinema | O Grande Ditador

No próximo dia 07 de Novembro de 2018, o Clube Português de Cinematografia – Cineclube do Porto em parceria com o Plano Nacional de Cinema e a Escola Secundária Almeida Garret em Vila Nova de Gaia e o apoio da Direcção Regional de Cultura do Norte, organiza uma sessão de O grande ditador de Charles Chaplin, na Casa das Artes, Porto.

THE GREAT DICTATOR / O GRANDE DITADOR
Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Paulette Goddard, Jack Oakie, Reginald Gardiner, Henry Daniell, Billy Gilbert
Estados Unidos, 1940, 124 min

Charlot entra em guerra contra o fanatismo e a intolerância, e aparece pela última vez no ecrã no papel de um barbeiro judeu que tem um sósia. Nem mais nem menos do que o ditador do país, Adenoid Hynkel (e a referência não podia ser mais transparente). Um dia é confundido com ele e vai fazer um discurso às massas. Portugal esperou anos para ver este filme, de exibição então considerada pouco condicente com a “neutralidade” do nosso país.

in: Cinemateca Portuguesa (website)

SOBRE O FILME

Na sua primeira longa metragem falada Chaplin é simultaneamente Hynkel, o ditador que persegue os judeus, e um pobre barbeiro judeu que é confundido com o líder megalómano. Chaplin assemelha-se fisicamente a Hitler. Foi um amigo seu que sugeriu a semelhança, o que deu a ideia ao realizador. A produção do filme começou em 1937, anos antes de se conhecerem todas as atrocidades cometidas por Hitler. Chaplin referiu anos mais tarde que nunca teria feito troça da insanidade homicida de Hitler se tivesse tido conhecimento de todos os factos. O próprio Fuhrer baniu o filme de todos os países ocupados, tendo eventualmente importado uma cópia do filme para a Alemanha, através de Portugal, que visionou duas vezes por curiosidade, embora não haja registo daquilo que terá pensado sobre o filme.

in: The Rough Guide to CULT MOVIES (Londres, 2004)

[tradução livre Marta Reis]

 Charles Spencer Chaplin foi realizador e ator.

Nascido em Londres a 16 abril 1889, filho de miseráveis atores de variedades, Charles e o seu irmão mais velho conheceram as noites passadas na rua, a mendicidade e os orfanatos. Emigra ainda jovem para os EUA onde virá a adotar a imagem de marca que o celebrizou (o chapéu de coco, bigodinho, andar de pato, grandes sapatões, calças larguíssimas) e realizar os seus filmes mais icónicos.

Considerado um dos maiores génios do cinema foi vítima de várias perseguições por parte do governo norte-americano, tendo sido obrigado a retornar à Europa depois da apresentação do filme LIMELIGHT / LUZES DA RIBALTA (1952). Faleceu na Suíça a 24 dezembro 1977.

in: Dicionários dos Cineastas, George Sadoul (1993)

PNC

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