SETEMBRO | CASA DAS ARTES

CINEMA

Casa das Artes | Sala Henrique Alves Costa

SETEMBRO 2015

tema: POLÍTICA

A politica não deveria ser a arte de dominar, mas sim a arte de fazer justiça.”

Aristóteles

FOTO CAPA FB setembro

Quinta-feira, 10 de setembro| 21h30
ROSEWATER – UMA ESPERANÇA DE LIBERDADE

rosewater

Jon Stewart

EUA | 2014 | FIC | 103′ | M/12

Irão, 2009. Decorre a campanha para as eleições presidenciais. Maziar Bahari (Gael García Bernal), jornalista iraniano-canadiano, regressa à sua Teerão natal para entrevistar Mir-Hossein Mousavi, líder da oposição a Mahmoud Ahmadinejad, o polémico e autoritário presidente em exercício. Quando a vitória deste é anunciada, as ruas enchem-se de protestos dos partidários de Mousavi. Bahari divulga imagens dos tumultos, mesmo sabendo o risco pessoal que esse acto acarreta. É detido pelas autoridades iranianas, que o retiram da sua casa. É acusado de espionagem. Uma das “provas” é um “sketch” com uma entrevista satírica emitida pelo programa “Daily Show”, de Jon Stewart. Ao longo de 118 dias, vendado e sem saber quando (se?) voltará a ver a mulher, grávida, Bahari será submetido a violentos interrogatórios levados a cabo por um homem (Kim Bodnia) cujo nome e rosto desconhece, mas cujo perfume lhe fica marcado na memória: o senhor “Rosewater” (“água de rosas”).

“Rosewater – Uma Esperança de Liberdade” marca a estreia na realização de Jon Stewart, o popular anfitrião do programa televisivo “Daily Show”, e foi rodado numa prisão jordana. Baseia-se nos factos relatados no “best-seller” “Then They Came for Me”, do próprio Maziar Bahari, que foi detido quando fazia a cobertura das eleições presidenciais iranianas para a revista “Newsweek”. Apesar da relação entre o vídeo do “Daily Show” e a sua detenção, Bahari não guardou qualquer rancor a Stewart (“Podia estar na ‘Rua Sésamo’ e eles acusariam o Elmo de insubordinação”, esclareceu o jornalista quando regressou ao programa). Mais: colaborou com Stewart na escrita do argumento e como consultor nas filmagens.

Sábado, 12 de setembro | 18h

ISTO NÃO É UM FILME

In Film Nist

Mojtaba MirtahmasbJafar Panahi

IRÃO | 2011 | DOC | 74′

Preso pela primeira vez em Julho de 2009, Jafar Panahi teve o passaporte apreendido e foi proibido de sair do Irão. Preso novamente em Março de 2010, ficou encarcerado na prisão de Evin, em Teerão, até finais de Maio, saindo sob uma fiança de 145 mil euros; em Dezembro desse mesmo ano, foi condenado a seis anos de prisão e vinte anos de proibição de filmar e de sair do país. Agora, a aguardar, em prisão domiciliária, o veredicto ao recurso interposto pelo seu advogado, Panahi e outro cineasta iraniano, Mojtaba Mirtahmasb, decidem “contar” um filme. Assim, usando um tapete como maqueta, Panahi desenha um cenário imaginário construindo um filme onde demonstra o poder do cinema contra a repressão e liberdade de expressão, seja no Irão ou em qualquer outra parte do mundo.

Devido às restrições do realizador, este filme, em competição em Cannes 2011, chegou numa “pen” USB escondida dentro de um bolo.

Quinta-feira, 17 de setembro | 21h30

NOS IDOS DE MARÇO

The Ides of March

George Clooney

EUA | 2011 | FIC | 99′ | M/12

Stephen Meyers (Ryan Gosling) é o consultor de campanha do governador Mike Morris (George Clooney), que se prepara para a corrida às presidenciais dos EUA. Decidido a fazer vencer quem ele acredita sinceramente ser o melhor representante do seu país, Stephen está totalmente comprometido com aquela campanha. Porém, dada a manipulação e artifícios que se multiplicam ao seu redor, o homem vai ter de encarar a realidade a frio e mudar a sua maneira de ver os homens e o seu trabalho. Entre o que é moralmente correcto e o que na verdade esperam dele, vai envolver-se num jogo onde desejaria nunca ter entrado…

Realizado por George Clooney, é a adaptação da peça Farragut North, escrita, em 2008, por Beau Willimon, baseada na campanha às presenciais de 2004 do democrata norte-americano Howard Dean. O título do filme é uma alusão ao 15 de Março do calendário romano, dia em que Júlio César foi assassinado por um grupo de conspiradores, no ano de 44 a.C.

Sábado, 19 de setembro | 18h

O ESCRITOR FANTASMA

the ghost writer

Roman Polanski

FR/ALE/GB | 2009 | FIC | 128′ | M/12

Um escritor-fantasma bem sucedido (Ewan Mcgregor) é contratado para concluir a autobiografia de Adam Lang, ex-primeiro ministro britânico, iniciada por um outro escritor que morreu acidentalmente. O projecto é de carácter urgente e presume a sua ida para uma ilha próxima da Costa Este dos Estados Unidos onde Lang vive, em quase total isolamento, com Ruth (Olivia Williams), a sua mulher, e Amelia (Kim Cattrall), sua assistente e amante.

Mas, o que à primeira vista parece a oportunidade de uma vida, revela-se muito mais complexo. Para começar, quando o escritor chega à ilha, um escândalo rebenta sobre o suposto envolvimento do ex-primeiro ministro com crimes de guerra e espionagem para a CIA. À medida que o seu trabalho na escrita vai avançando, ele compreende que algo de sinistro existe em toda aquela história e uma suspeição paira sobre a morte, supostamente acidental, do seu predecessor e sobre as mensagens crípticas que um manuscrito por ele deixado possa conter.

Quinta-feira, 24 de setembro| 21h30

A MULHER QUE ACREDITAVA SER PRESIDENTE DOS EUA

João Botelho

PT | 2003 | FIC | 90′ | M/12

Esta é a história de uma mulher que vive em Lisboa, no cotovelo da Rua Washington, e que acredita que é a Presidente dos Estados Unidos da América. A casa é pequena quando vista do exterior – talvez até muitíssimo pequena – mas, à medida da crença da sua inquilina, ela é enorme no seu interior, onde tem todas as condições para ser a Casa Branca. Que é como a mulher lhe chama, tal como fala na Sala Oval quando pensa na sala perfeitamente rectangular onde toma todas as suas importantes decisões. Nas vésperas do seu 37º aniversário, e decidida a proporcionar a todas as mulheres do mundo um dia extraordinário e que lhe garanta a reeleição, ela atarefa-se na preparação de uma festa de arromba, entre sessões de beleza, entrevistas aos mais importantes órgãos de comunicação social, decisões de impacto planetário e discussões com a velha mãe, ao mesmo tempo que se multiplica em ordens à inúmera legião de criadas e ao numeroso séquito de mulheres que constituem o núcleo duro de amigas politicamente fiéis. Para finalmente acabar nas inconfessáveis confissões à sua Secretária de Estado… 

Sábado, 26 de setembro | 18h

VIVA A LIBERDADE

viva la liberta

Roberto Andò

ITA | 2013 | FIC | 94′ | M/12

Em Itália, as eleições aproximam-se. As sondagens revelam resultados pouco animadores para o secretário-geral do partido da oposição, Enrico Oliveri. Depois de um debate, ele desaparece sem deixar rasto. A sua comitiva e a sua mulher tentam encontrá-lo, mas é preciso fazer alguma coisa enquanto não o conseguem. Felizmente, Enrico tem um irmão gémeo, Giovanni. Infelizmente, ele acaba de sair do manicómio. Mas não há alternativa senão pô-lo no lugar do secretário e torcer para que ninguém perceba que ele está diferente. Esta tarefa é que se revela mais difícil. “Optimismo ao poder” passam a ser as palavras de ordem. A poesia entra na política. A proximidade com as pessoas aumenta. Mas a grande surpresa é esta: o discurso do político – supostamente, um louco – nunca foi tão lúcido, relevante e acutilante. 

Bilhete Normal: €3.50 | Bilhete Estudante e +65anos: 2.50 | Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0.50

A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.

 

Clube Português de Cinematografia – Cineclube do Porto | T. 927 476 519
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Casa das Artes – Sala Henrique Alves Costa | Rua de Ruben A. 210, 4150-639 Porto | T. 220 116 350
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