Ciclo Cinema das Artes | Agosto | MNSR | 21h30

Durante o mês de Agosto, o Cineclube do Porto, em parceria com o Museu Nacional de Soares dos Reis, retoma o ciclo “O cinema das artes” que se concentra na exibição de filmes realizados por artistas que, tendo-se destacado noutras artes, abordam o cinema como instrumento de trabalho, pesquisa ou mesmo como obras que complementam a diversidade da sua intervenção artística.

 

Quinta-feira | 7 de agosto | 21h30

O SOL DO MARMELEIRO / EL SOL DEL MEMBRILLO

Victor Erice

Espanha | 1992 | Doc. | Cor | 139′

 

sol do marmeleiro

Um artista pinta um marmeleiro plantado no seu jardim. Embora já tenha trabalhado este tema outras vezes, nunca introduziu os raios de sol entre as folhas da árvore. Capturar esse efeito da luz é bastante difícil. Desta vez resolveu enfrentar essa dificuldade. Age como sempre, com uma tensão razoável, sem perseguir a ideia de acabar o quadro, sem outro desejo que não seja permanecer umas semanas de Outono junto à árvore. Quando o Inverno se anuncia, os marmelos maduros, ao cair dos ramos, põem fim ao seu trabalho, iniciando no chão o seu processo de decomposição. É então que, à noite, o artista nos conta um sonho.

 

Apoio: Embajada de España en Portugal

 

Quinta-feira | 14 de agosto | 21h30

Nikias Skapinakis – o teatro dos outros 

Jorge Silva Melo

Portugal | 2008 | Doc. | Cor | 78′

14 Agosto - Nikias

 

 

 

Uma revisitação da obra do Pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição Quartos Imaginários (2006).

“Ele é, de certa maneira, o único clássico que conheci”, diz Jorge Silva Melo, “o artista apolíneo que instala uma distância clara entre si e o objecto, que pinta com as “mãos frias”, no dizer exacto do poeta José Gomes Ferreira, um pintor que não rejeita nenhum dos géneros, o desenho, o nu, a paisagem, o retrato, a natureza morta. Viajar livremente pelos seus trabalhos, encontrar temas e técnicas transmutadas, seguir os seus mais de cinquenta anos de vida activa e prática ininterrupta é viajar por um universo meticuloso, intenso, intransigente, obstinado, livre. É a essa intransigência e a essa liberdade que quereria convidar o espectador, são cinquenta anos de uma provocação tranquila como já houve quem chamasse à sua obra multímoda e única.”​

 

Quinta-feira | 21 de agosto | 21h30

GRAVURA – esta mútua aprendizagem

Jorge Silva Melo

Portugal | 2008 | Doc. | Cor | 78′

21 Agosto - Gravura

 

 

A  20 de Julho de 1956, um grupo de artistas funda a Cooperativa de Gravadores Portugueses, a Gravura que ainda funciona.
Um documentário sobre a Gravura, a cooperativa de gravadores portugueses fundada em Lisboa, em 1956, por um grupo de artistas e intelectuais. Através de quase três dezenas de depoimentos, retrata-se aqui a sua história, e as suas consequências, a sua origem nos movimentos de oposição à ditadura, numa improvisada garagem de Algés. E sobretudo, a necessidade que os artistas sentiram de aprender em conjunto, de se organizar, aprender e ensinar ao mesmo tempo. Um momento único de camaradagem, aprendizagem, intercâmbio, um momento político na História das Formas.

“Pode dizer-se que a gravura moderna tem origem exactamente em 1956, quando se formou a Gravura. E pode falar-se de aventura.” – escreveu Fernando de Azevedo, em 1976. “Se digo aventura, é porque de facto o foi, sabido que todas as aventuras comportam riscos. Que risco não seria, então, congregar artistas e coleccionadores, os primeiros tentando o que não tinham sequer aprendido, tentando os segundos acompanhá-los sem o terem aprendido sequer. Esta mútua aprendizagem é uma das coisas bonitas que aconteceram nos últimos anos da vida artística portuguesa.” ​

 

Quinta-feira | 28 de agosto | 21h30

UM DOMINGO COM FREDERICO MORAIS

Guilherme Coelho

Brasil |  2011 | Doc | Cor | 60’

Um-Domingo-com-Frederico-Morais-1024x627

UM DOMINGO COM FREDERICO MORAIS é um encontro com o crítico de arte e idealizador dos Domingos da Criação que de Janeiro a Junho de 1971 movimentaram o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. 

Com depoimentos de artistas como Cildo Meireles, Amir Haddad e Regina Casé, o documentário perpassa a trajectória de Frederico; a relação entre o crítico e o artista; além de mergulhar no passado o reviver a história dos Domingos da Criação.

 

 

ENTRADA LIVRE

 

 

Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR) | Palácio dos Carrancas | T. 223 393 770
Rua D. Manuel II 4050-342 Porto | museusoaresdosreis.pt | facebook.com/MuseuNacionalSoaresReis

Anúncios