CASA DAS ARTES | MAIO 2014

Quarta-feira, 30 de abril | 21h30

MORAL CONJUGAL

Artur Serra Araújo

PORTUGAL | 2012 | Fic | Cor | 99’ | M/12

Apresentado pelo realizador.

Nascido em 1977, Serra Araújo completa a licenciatura de Som e Imagem na Escola das Artes da Universidade Católica em 2003. Depois de realizar as curtas metragensUma Comédia Infeliz e Frio, com as quais recebeu excelente aceitação por parte do público e da critica, aventura-se na escrita de teatro com a peça Alter Ego, levada à cena pelo Teatro Bruto em 2006. No ano seguinte, apresenta a primeira longa metragem, Suicídio Encomendado, sendo-lhe atribuído, entre outros, o prémio especial do júri do Fantasporto 2007. Em 2010, estreou Desavergonhadamente Real, recentemente premiada no shortcutz Lisboa como melhor curta-metragem do ano, melhor realizador e melhor montagemJá em 2012 apresentou a sua segunda longa metragem, A Moral Conjugal, conquistando  novamente o prémio especial do júri no Fantasporto 2012.

moral conjugal

Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica, constantemente envolvida em fugazes casos com os médicos com quem trabalha. Até que as suas ações escapam ao seu controlo e, entre mentiras, vê-se numa luta desesperada por evitar as consequências conjugais. 

Interpretação:  São José Correia, Catarina Wallenstein, José Wallenstein | Realização: Artur Serra Araújo | Argumento: Artur Serra Araújo | Fotografia: Pedro Azevedo Montagem: Eugénio Marques,  Sérgio Batista Pedro | Produção: Francisco Bravo Ferreira  | Música: Pedro Marques

 

 

Quinta-feira | 1 de maio | 21h30

ESTREIA

MUTUM

Sandra Kolgut

BRASIL/FRANÇA | 2007 | Fic. | Cor | 95’ | M/12

mutum

Mutum quer dizer mudo. Mutum é uma ave negra que só canta à noite. E Mutum é também o nome de um lugar isolado no sertão de Minas Gerais, onde vivem Thiago e sua família. Thiago tem dez anos e é um menino diferente dos outros. É através do seu olhar que enxergamos o mundo nebuloso dos adultos, com suas traições, violências e silêncios. Ao lado de Felipe, seu irmão e único amigo, Thiago será confrontado com este mundo, descobrindo-o ao mesmo tempo em que terá de aprender a deixá-lo.

Interpretação: Thiago da Silva Mariz, Wallison Felipe  Leal Barroso, João Miguel | Realização: Sandra Kolgut | Argumento: Anna Luiza Martins Costa, Sandra Kolgut | Fotografia: Mauro Pinheiro Jr | Montagem: Sérgio Mekler | Produção: Flávio R. Tambellini, Laurent Lavolé, Isabelle Pragier 

Apoio: Nitrato Filmes

Sábado | 3 de Maio | 16h

A História do Pequeno Muck / Die Geschichte vom kleinen Muck

Wolfgang Staudte

 ALEMANHA | 1953 | Fic. | Cor | 100’ | M/6

a história do pequeno muck

O velho e frágil Muck, alvo frequente de zombarias de crianças, narra a incrível história de sua vida, que fascina cada vez mais os jovens ouvintes: à procura da felicidade, o pequeno Muck descobre o mundo encantado do Oriente, pessoas boas e más na corte do sultão, onde acontecem coisas misteriosas e nem sempre muito normais. Com grande empenho, o realizador Wolfgang Staudte encenou um conto de fadas de Wilhelm Hauff. Um clássico dos filmes, baseados em contos de fadas com efeitos especiais surpreendentes, que ainda hoje, mais de cinquenta anos após seu lançamento, fascina os espetadores.

Título Original: Die Geschichte vom kleinen Muck | Interpretação:  Thomas Schmidt, Johannes Maus, Friedrich Richter | Realização: Wolfgang Staudte | Argumento: Peter Podehl | Fotografia: Robert Baberske | Montagem:  Ruth Schreiber | Produção: Erich Zander | Música: Ernst Roters

Apoio: Goethe Institut

Quarta- feira | 7 de maio | 21h30

Brava Dança

José Francisco Pinheiro e  Jorge Pereirinha Pires

PORTUGAL | 2006 | Doc. | Cor | 80’ | M/12

brava dança

Um retrato dos ‘Heróis do Mar’ que é também um olhar sobre o país do pós 25 de Abril e uma viagem pela música dos anos 80. Depois dos ‘Faíscas’ e do ‘Corpo Diplomático’, os ‘Heróis do Mar’ são formados em 81. Um quarto de século depois, os realizadores revisitam os seus membros, traçando o percurso dos músicos e o impacto estético do grupo no país. Para além das entrevistas com Pedro Ayres Magalhães, Rui Pregal da Cunha, Carlos Maria Trindade, Pedro Paulo Gonçalves e António José de Almeida, entrevistam-se ainda outras personalidades que acompanharam os concertos, recuperam-se imagens de arquivo e fotografias.

Realização: José Francisco Pinheiro e  Jorge Pereirinha Pires | Argumento: José Francisco Pinheiro e  Jorge Pereirinha Pires| Produção: Maria João Mayer, François d’Artemare 

Quinta-feira | 8 de maio | 21h30

ESTREIA

Olho Nú

Joel Pizzini

BRASIL| 2012 |  Doc. | Cor | 101’ | M/12

Olho Nú

A vida-obra de Ney Matogrosso, retratada a partir do conjunto de imagens e sons que o artista reuniu até hoje em sua casa e existentes em arquivos públicos, em contraponto com as performances atuais. Trata-se de um espetáculo-síntese de seu percurso musical que na montagem do filme evoca cenas e situações da história de Ney Matogrosso nos palcos e na sua vida quotidiana. Evitando o tom nostálgico e reverente, ‘Olho Nú’ busca a dimensão humana e sensível de um personagem cuja história se confunde com a melhor tradição do cancioneiro latino-americano. Como o próprio nome sugere, o filme ousa desnudar o homem por trás da fama, sondando assim as motivações de sua arte, o senso crítico, o caráter libertário e o ideário político que permeia o repertório de Ney.

Realização: Joel Pizzini | Argumento: Joel Pizzini | Fotografia: Luís Abramo | Montagem: Alexandre Gwaz, Joaquim Castro | Produção: Sara Rocha, Paloma Rocha

Apoio: Nitrato Filmes

SEXTA -FEIRA | 9 de maio | 22h

SESSÃO ESPECIAL
REPETIÇÃO DE “OLHO NÚ” :APRESENTADO POR NEY MATOGROSSO
CINEMA PASSOS MANUEL

Bilhetes: €5.00 (preço único)
A bilheteira abre 1 hora antes da sessão (21h00)
Cinema Passos Manuel | Rua Passos Manuel 137, 400-385 Porto

Sábado | 10 de maio | 16h

EU, UM NEGRO / MOI, UN NOIR

Jean Rouch

FRANÇA | 1959 | Fic. | Cor | 73’ | M/12

eu, um negro

Jovens nigerienses deixam sua terra natal para procurar trabalho na Costa do Marfim. Desenraizados no meio da  civilização moderna, chegam a Treichville, bairro operário de Abdijam. O herói, que conta sua própria história, se auto-denomina Edward G. Robinson, em honra ao ator americano. Da mesma forma, seus amigos escolhem pseudônimos destinados a lhes forjar, simbolicamente, uma personalidade ideal. 

Título original: Moi, un noir | Realização: Jean Rouch | Argumento: Jean Rouch | Montagem: Catherine Dourgnan | Produção: Pierre Braunberger | Música: Joseph Yapi Degre

Apoio: Consulat Generale de France au Portugal

Quarta- feira | 14 de maio | 21h30

A Janela (MarYalva Mix)

Edgar Pera

PORTUGAL | 2001 | Fic. | Cor | 104’ | M/12

A Janela (maryalva mix)

Lisboa, Largo de Santo Antoninho, Bica. O Senhor Ego à procura de um tal de António, boémio da Bica, amante, esposo (?), fadista, vendedor de pentes ao vintém e de outros artefactos. Mas quem é o verdadeiro António? É só um ou são vários ou é um caso de complexa esquizofrenia? O Senhor Ego anda perdido e cada vez mais confundido pelo destino e pelo fado sem saber quem é o verdadeiro António. Será ele Manuel João Vieira? Nuno Melo? Miguel Borges? João Didelet? José Wallenstein? Enfim, há uma certeza: o António é um homem extraordinário. E quantas amantes tem o António afinal? Elas são artistas, fadistas, espanholas e antropólogas, com vestimentas diferentes e mudanças de cor de cabelo, mas são todas uma só: a atriz Lúcia Sigalho.

“A Janela (Maryalva Mix)” é uma história burlesca, é uma história portuguesa, com certeza, com Lisboa, fados, dramas, facadas e elétricos amarelinhos à mistura.

Interpretação:  Lúcia Sigalho, Manuel João Viera, Nuno Melo | Realização: Edgar Pêra | Argumento: Edgar Pêra, Lúcia Sigalho, Manuel João Viera | Fotografia: Luís Branquinho | Montagem: Inês Henriques, Pedro A. Machado | Produção: Edgar Pêra | Música: Tiago Alves, Artur Cyanetto, Paulo Pedro Gonçalves, Pedro Ayres Magalhães

Quinta-feira | 15 de maio | 21h30

ESTREIA

1960

Rodrigo Areias

PORTUGAL | 2013 | DOC | COR | 68’ | M/12

Apresentado pelo Realizador.

Convidado: Alexandre Alves Costa.

1960-fotografia

“1960” é um “home-movie” em registo de diário de viagem em super 8 mm. Pretendendo através da arquitetura e a partir do “Diário de Bordo” de Fernando Távora revisitar a viagem que o Arquiteto concretizou em 1960.

Realização:Rodrigo Areias | Argumento: Rodrigo Areias | Fotografia: Rodrigo Areias | Montagem: Tomá Baltazar| Produção: Rodrigo Areias | Som: Pedro Marinho e Pedro Ribeiro

Apoio: Nitrato Filmes

 

 

Sábado | 17 de maio | 16h

VIAGEM A TÓQUIO / Tôkyô monogatari

Yasujirô Ozu

JAPÃO |  1953 | Fic. | P&B | 136’ | M/12

viagem a toquio

Um velho casal resolve ir a Tóquio visitar os filhos. É o pretexto que serve a Ozu para voltar magistralmente aos seus temas: o confronto entre o “velho” e o “novo” Japão, as relações familiares, o envelhecimento, a deceção e a resignação. No melhor estilo de Ozu, a duração dos planos acompanha os ditos e os não ditos (uns e outros sublimes) das personagens. 

Título Original: Tôkyô Monogatari | Interpretação:  Chieko Higashiyama, Chishu Ryu, Setsuko Hara | Realização: Yasujirô Ozu | Argumento: Kôgo Noda, Yasujirô Ozu | Fotografia: Yûharu Atsuta | Montagem: Yoshiyasu Hamamura | Produção: Takeshi Yamamoto

Quarta – feira | 21 de maio | 21h30

ESTREIA

Para Além das Montanhas

Aya Koretzky

PORTUGAL/ JAPÃO | 2011 | Doc. | Cor | 59’ | M/12

Para alem das montanhas

Submerjo nas paisagens do Mondego para onde vim morar com os meus pais em criança, deixando para trás Tóquio, a cidade onde nasci. Através da leitura de cartas que troquei com os amigos e a família que permaneceram no país, reflito sobre a nossa vinda para Portugal e relembro o passado na tentativa de reter a memória efémera, numa viagem com os espíritos que permanecem comigo.

Realização: Aya Koretzky | Argumento: Aya Koretzky | Fotografia: Aya Koretzky | Montagem: Aya Koretzky | Produção: Miguel Clara Vasconcelos  | Música: Aya Koretzky

Apoio: Nitrato Filmes

Quinta-feira | 22 de maio | 21h30

ESTREIA

A Alegria

Felipe Bragança, Marina Meliande

BRASIL | 2010 | Fic. | Cor | 106’| M/12

A alegria

Luíza, uma rapariga de 16 anos, vive com a mãe. Um dia o seu primo João é baleado em Queimados, cidade da Baixada Fluminense, e desaparece. Todos acham que João morreu, menos Luíza, que recebeu a sua visita logo após o ocorrido. A mãe de Luíza resolve ficar em Queimados com a irmã deixando-a sozinha no apartamento do Rio de Janeiro. João visita a prima e fica lá para se recuperar, sendo cuidado por Luíza e alguns dos seus amigos.

Realização: Felipe Bragança, Marina Meliande | Argumento: Felipe Bragança | Fotografia: Andrea Capella | Montagem: Marina Meliande | Música: Lucas Mercier

Apoio: Nitrato Filmes

 

 

Sábado | 24 de maio | 16h

Stavisky, o grande jogador / Stavisky…

Alain Resnais

FRANÇA | 1974 | Fic. | Cor | 120’ | M/12

Stavisky

Um talento e um encanto irresistível habilitam Serge Alexandre, aliás Stavisky, a fazer amigos entre os mais influentes membros da elite industrial e política durante o início dos anos 30. Mas nada dura para sempre e quando é exposta a sua grande vigarice envolvendo milhões de francos o escândalo quase causa uma guerra civil.

Título Original: Stavisky | Interpretação:  Jean-Paul Belmondo, François Périer, Anny Duperey | Realização: Alain Resnais | Argumento: Jorge Semprúm | Fotografia: Sacha Vierny | Montagem: Albert Jurgenson | Produção: Jacques Saulnier | Música: Stephen Sandheim

Apoio: Consulat Generale de France au Portugal

 

 

Quarta- feira | 28 de maio | 21h30

ESTREIA

Cativeiro

André Gil Mata

PORTUGAL | 2012 | Doc. | Cor | 64’ | M/12

cativeiro

Cativeiro é uma condição de confinamento, no espaço e no tempo. O ser cativo não é só e necessariamente um prisioneiro, também se torna próprio daquele lugar, a sua identidade projeta-se continuamente nesse espaço. Por sua vez, o próprio espaço do cativeiro não é inerte, caracteriza-se através de quem está ali contido; é moldado por essa experiência.

Interpretação: Alzira Pinho, Irene Alves, Julieta Teixeira, Xico | Realização: André Gil Mata | Argumento: André Gil Mata | Fotografia: André Gil Mata | Montagem: Tómas Baltazar| Produção: André Gil Mata, Joana Gusmão | Som: Pedro Augusto

Apoio: Nitrato Filmes

 

 

Quinta-feira | 29 de maio | 21h30

ESTREIA

A ERVA DO RATO

Júlio Bressane

BRASIL | 2008 | Fic. | Cor | 80’ | M/12

A erva do Rato

A ‘Erva do Rato’ funde dois elementos dos contos ‘A Causa Secreta’ e ‘Um Esqueleto’, de Machado de Assis: a relação do homem com a morte e a incompreensível relação que estabelece com os animais. Ele (Selton Mello) e Ela (Alessandra Negrini) caminham por um cemitério à beira-mar. Os pronomes são seus nomes. Ela, professora, com o pai morto há apenas três dias, não tem mais ninguém no mundo. Diante de tal situação, Ele propõe-se a cuidar dela enquanto for vivo. Este é o início de uma estranha relação.

Interpretação:  Alessandra Negrini, Selton Mello | Realização: Júlio Bressane | Argumento: Júlio Bressane | Fotografia: Walter Carvalho | Montagem: Rodrigo Lima | Produção: Marcello Maia | Música: Guilherme Vaz

Apoio: Nitrato Filmes

 

 

 

 

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