FESTA DO CINEMA ITALIANO | CASA DAS ARTES | 24 a 27 de ABRIL 2014

A 8 ½ Festa do Cinema Italiano realiza-se, de 24 a 27 de Abril, na Casa das Artes (Sala Henrique Alves Costa), no Porto.

Cartaz-online
A 8 ½ Festa do Cinema Italiano realiza-se, de 24 a 27 de Abril, na Casa das Artes (Sala Henrique Alves Costa), no Porto.

O primeiro filme a ser exibido é “La Mia Classe”, de Daniele Gaglianone, Quinta-feira, dia 24 de Abril, às 21h30 e conta com a presença do realizador. Os filmes de Daniele Gaglianone são presença fixa na Festa do Cinema Italiano, considerado um dos nomes mais interessantes da nova geração. A imigração e o ensino são o foco principal deste filme que foi apresentado em Veneza, em 2013, e que é uma ‘verdadeira ficção’: um ator – Valerio Mastandrea – no papel de professor de italiano para estrangeiros, jovens imigrantes que trazem com eles parte da realidade que deixaram e que agora estão juntos no esforço de aprendizagem de uma nova língua e à procura de uma nova vida. Durante a rodagem, embora o realizador interrompa as filmagens, a equipa de produção continua o seu trabalho e tornam-se todos atores de uma única história onde a realidade assume o papel principal.

Dia 25 de Abril, é o dia do filme do suspense, terror e do fantástico, Mario Bava, “Cani Arrabiati”, um filme on-the-road, claustrofóbico e de impacto, com exibição marcada para as 16h00.
O clássico, em cópia restaurada, e vencedor de um Leão de Ouro no Festival de Veneza“Le mani sulla città – As Mãos Sobre a Cidade”, de Francesco Rosi é exibido às 18h30.
À noite, às 21h30, a ante-estreia “O Capital Humano”, de Paolo Virzì, inspirado no romance homónimo de Stephen Amidon, interpretado por Fabizio Bentivoglio, Valeria Bruni Tedeschi, Fabrizio Gifuni e Valeria Golino.

No Sábado, dia 26 de Abril, às 16h00, é exibido o inédito de Orson Welles, “Too Much Johnson”, o seu primeiro filme, três anos antes de “Citizen Kane”, premiado na 48ª edição de entrega de prémios da National Society of Film Critics e que teve estreia mundial em outubro, em Itália, no Le Giornate del Cinema Muto di Pordenone. A sessão terá acompanhamento ao piano.
A seguir, “L’Intrepido”, de Gianni Amelio, uma comédia que fez parte da competição oficial do Festival de Veneza e da programação do Festival de Toronto, em 2013 tem sessão marcada para as 18h30.
Às 21h30, tem lugar a comédia “Smetto quando voglio”, de Sydney Sibilia que nos leva ao mundo das smart-drugs e dos doutorandos sem trabalho mas com muita fantasia.

O último dia da edição do Porto ( domingo, 27 de Abril ) começa às 16h00 com “Twenty One Twelve – The Day The World Didn’t End”, de Marco Martins e Michelangelo Pistolleto, filmado em várias cidades, como Lisboa, Tóquio, Mombai, entre outras, seguindo a rotina de 12 personagens no dia em que antecede o presumível fim do mundo: 20 de dezembro de 2012.
Às 18h30, é exibido “La Mafia Uccide Solo d’Estate”, de PIF (Pierfrancesco Diliberto), uma nova maneira e improvável de retratar a Máfia. Uma crónica siciliana, que se passa entre os anos 70 e 90, sobre as tentativas de Arturo conquistar o coração da sua amada.
A sessão que encerra a Festa do Cinema Italiano, no Porto, é “La Prima Neve”, de Andrea Segre, apresentado no Festival de Veneza, e do mesmo realizador do vencedor da edição do ano passado, “Shun Li e o Poeta”, apresentado às 21h30.

Em colaboração com o CCTAR – Centro de Criação para o Teatro e Artes de Rua, a exposição “Amar as Diferenças”, do português Marco Martins e do italiano Michelangelo Pistoletto, pode ser vista de 27 de Abril a 30 de Maio.


Programação dia-a-dia em:
www.festadocinemaitaliano.com/Programa/1

Depois de Lisboa e Coimbra, o 8 ½ Festa do Cinema Italiano realiza-se no Porto, de 24 a 27 de Abril, na Casa das Artes; Funchal, de  8 a 11 de Maio, no Teatro Municipal Baltazar Dias e Loulé, de 16 a 18 de Maio, no Cine-Teatro Louletano. A Festa do Cinema Italiano segue depois viagem para outros países lusófonos em datas e locais a anunciar em breve.

8 ½ Festa do Cinema Italiano é um festival de cinema organizado pela Associação Il Sorpasso, que conta o patrocínio principal da TopAtlântico, com o apoio da Embaixada de Itália e do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, da Câmara Municipal do Porto (CMP), da Porto Cultura, Porto Lazer, do  Cineclube do Porto (CCP) e Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN).

Mais informações:
Helena César
press@festadocinemaitaliano.com
21 33 22 34 | 91 904 22 57

SITE OFICIAL
http://www.festadocinemaitaliano.com/

FOLHETO
http://issuu.com/ottoemezzofci/docs/programa_coim_por

PREÇOS SESSÕES DE CINEMA:
Bilhete Normal: €3.50 | Bilhete Estudante e Sénior: € 2.50| Bilhete Associado Cineclube do Porto e ASCIP: €0.50

A bilheteira abre 1 hora antes do início da primeira sessão de cada dia.

ABRIL 2014 | CASA DAS ARTES

O Cineclube apresenta na Casa das Artes a seguinte programação para o mês de Abril:

Quarta-feira, 02 de abril | 21h30

A CARA QUE MERECES

Miguel Gomes

PORTUGAL | 2004 | Fic | Cor | 108’ | M/12

a cara que merecesFrancisco, comporta-te! Bem sei que hoje fazes 30 anos, que é carnaval e que vestes de cowboy na festa do colégio, cercado por miúdos que detestas.  

Controla-te, rapaz…! Não vês que assim já não te aturam? E d epois, como é que é? Partes a cabeça, vais para o hospital, ficas com sarampo e já não tens ninguém para tratar de ti… Como à Branca de Neve, davam-te jeito sete anões…

Francisco, repete comigo: “Até aos trinta anos tens a cara que Deus te deu, depois tens a cara que mereces”. Esta é a história de “A Cara que Mereces”, primeira longa-metragem de Miguel Gomes (que assinou as curtas e médias “Entretanto”, “Inventário de Natal”, “31″ e “Kalkitos”). 

O filme, apresentado o ano passado no IndieLisboa, conquistou os Prémios de Melhor Fotografia para Filme Português e Prémio da Crítica.

Interpretação: José Aroisa, Gracinda Nave, Sara Graça  | Realização: Miguel Gomes | Argumento: Miguel Gomes, Manuel Mozos, Telmo Churro | Fotografia: Rui Poças | Montagem: Miguel Gomes, Sandro Aguilar | Produção: João Figueiras, Sandro Aguilar

 

Quinta-feira, 03 de abril | 21h30

CÓPIA CERTIFICADA

Abbas Kiarostami

ITÁLIA/FRANÇA/IRÃO | 2010 | FIC. | Cor | 106’ | M/12

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Ele (o barítono William Shimell) é um escritor inglês em busca de um significado para a vida. Ela (Juliette Binoche) é uma galerista francesa em busca de originalidade. Quando, depois de uma conferência dele, se conhecem, decidem passear por uma pequena cidade no sul da Toscana, onde embarcam num jogo: durante todo aquele dia vão fingir ser um casal. Contudo, a forma como inventam essa relação é de tal modo convincente que acabam por se tornar um, criando assim a sua própria história de amor.

Título Original: Copie Conforme | Interpretação:  Juliette Binoche, William Shimell, Jean-Claude Carrière | Realização: Abbas Kiarostami | Argumento: Abbas Kiarostami, Caroline Eliacheff | Fotografia: Luca Bigazzi | Montagem: Bahman Kiarostami | Produção: Claire Dornoy, Marin Karmitz

 

 

 

 

Sábado, 05 de abril | 16h00

HÁ FESTA NA ALDEIA / JOUR DE FÊTE

Jacques Tati

FRANÇA | 1949 | Fic | P&B | 79’ | M/6

festa na aldeia

 

Numa pequena aldeia do centro de França é dia de festa: os feirantes chegam à praça com as suas roulotes, carroças, carros, cestas, carroceis, lotarias, fanfarras. Instala-se um cinema ambulante. É ocasião para os aldeões descobrirem um documentário sobre as proezas dos correios na América. Ridicularizado por toda a aldeia, François, o carteiro, decide aprender a executar o seu trabalho “à americana”.

Título Original: Jour de fête| Interpretação:  Jacques Tati, Guy Decomble, Paul Frankeur | Realização: Jacques Tati | Argumento: Jacques Tati, Henri Marquet, René Wheeler | Fotografia: Jacques Mercanton, Jacques Sauvageot | Montagem: Marcel Morreau | Produção: Fred Orain, André Paulvé | Música: Jean Yatone

 

 

 

 

Quarta-feira, 09 de abril | 21h30

OS CANIBAIS

Manoel de Oliveira

PORTUGAL | 1988 |Fic. | Cor | 99’ | M/12

 os canibais

Baseado na novela de Álvaro Carvalhal, este filme-ópera, inteiramente cantado, com música de João Paes, é dos mais livres de toda a obra de Oliveira. Versão irónica do tema dos “amores frustrados” que tanto ocupou o cineasta nos anos 70, em que a perversão das relações amorosas e o sacrifício carnal são literalmente levados às últimas consequências. Também é um filme atravessado de uma ponta à outra por um dos temas obsessivos do realizador: a representação. Representação que passa de um tom macabro ao de um Carnaval. O trabalho foi distinguido com o prémio de melhor música do Festival Internacional de Sitges em 1989. 

Interpretação:  Diogo Dória, Leonor Silveira, Luís Miguel Cintra | Realização: Manoel de Oliveira | Argumento: Manoel de Oliveira | Fotografia: Mário Barroso | Montagem: Manoel de Oliveira, Sabine Franel | Produção: Paulo Branco, Paulo de Sousa

 

 

 

Quinta-feira, 10 de abril | 21h30

EM PARIS / DANS PARIS

Christophe Honoré

FRANÇA | 2006 | Fic | Cor | 92’ | M/12

dans paris

 

Será mesmo possível que uma história de amor nos faça saltar de uma ponte? “Em Paris” segue as aventuras sentimentais de dois irmãos – Jonathan, um conquistador, e Paul, deprimido depois da rutura de um amor violento. Romain Duris (“A Residência Espanhola” e “De Tanto Bater o Meu Coração Parou”) e Louis Garrel (“Os Sonhadores”) são os atores que dão corpo aos dois irmãos, num filme que cruza o musical e o melodrama.

Título Original: Dans Paris | Interpretação: Romain Duris, Louis Garrel, Joana Preiss | Realização: Christophe Honoré | Argumento: Christophe Honoré | Fotografia: Jean- Louis Vialard | Montagem: Chantal Hymans | Produção: Paulo Branco

 

 

 

 

 

Sábado, 12 de abril | 16h00

Os Chapéus de chuva de Cherbourg / Les parapluies de Cherbourg

Jacques Demy

FRANÇA | 1964 | Fic  | Cor | 90’ | M/12

parapluies de cherbourg

 

Um filme encantado e “em cantado”. Palma de ouro do Festival de Cannes de 1964, “Les Parapluies de Cherbourg” é um dos mais belos filmes do cinema francês, com a sua atmosfera de mágica melancolia onde os apaixonados se cruzam e se perdem. Um filme totalmente cantado, sobre o efémero e a eternidade do amor.

Título Original: Les Parapluies de Cherbourg | Interpretação: Anne Vernon, Catherine Deneuve, Marc Michel | Realização: Jacques Demy | Argumento: acques Demy | Fotografia: Jean Rabier| Montagem: Anne – Marie Cotret, Monique Teisseire | Produção: Mag Bodard | Música: Michel Legrand

Apoio: Consulat Generale de France au Portugal

 

 

 

Terça-feira, 15 de abril’14 | 21h30

SESSÃO ESPECIAL – 69º ANIVERSÁRIO DO CLUBE PORTUGUÊS DE CINEMATOGRAFIA – CINECLUBE DO PORTO

ENTRADA LIVRE

MORTE DE UM CICLISTA / MUERTE DE UN CICLISTA

Juan Antonio Bardem

ESPANHA/IT | 1955 | Fic | P&B | 88’ | M/12

morte de um ciclista

 

Ao regressarem a Madrid, uma dona de casa da alta sociedade e um professor universitário atropelam um ciclista. Embora se apercebam que ele sobreviveu ao acidente, sabem que ao ajuda-lo expõem o seu affair. Resolvem então fugir do local do acidente e deixar o ciclista abandonado à sua sorte. Depois de verem a noticia da morte do ciclista nos jornais, o casal lida com uma tensão crescente, nascida do medo das suas ações serem descobertas.

Título Original: Muerte de un Ciclista | Interpretação:  Lucia Bosé, Alberto Closas | Realização:  Juan Antonio Bardem | Argumento: Juan Antonio Bardem, Luis Fernando de Igoa | Fotografia: Alfredo Fraile | Montagem: Margarita de Ochoa | Produção: Manuel J. Goyanes | Música: Isidro B. Maiztegui

Apoio: Embajada de España en Portugal

 

 

Quarta-feira, 16 de abril | 21h30

4 COPAS

Manuel Mozos

PORTUGAL | 2008 | Fic | Cor | 104’| M/12

4 copas

Depois de “Xavier”, “Quando Troveja” e “Ruínas”, Manuel Mozos regressa aos cinemas com esta longa-metragem de ficção, com a cidade de Lisboa como pano de fundo, sobre pessoas comuns que vivem e partilham problemas comuns.
Diana (Rita Martins), a entrar na idade adulta, vive despreocupadamente as suas aventuras amorosas. Mora com o pai (João Lagarto), um homem tranquilo e pouco exigente, e com a madrasta Madalena (Margarida Marinho), uma mulher frustrada e viciada no jogo. Um dia descobre que Madalena trai o seu pai com Miguel (Filipe Duarte), um segurança muito atraente e mais jovem, que dá aulas de escalada nas horas vagas. Com o intuito de salvar o casamento do seu pai, Diana aproxima-se de Miguel. Mas acaba por descobrir o amor…

Interpretação:  Margarida Marinho, João Lagarto, Rita Martins | Realização: Manuel Mozos | Argumento: Cláudia Sampaio, Octávio Rosado, Manuel Mozos | Fotografia: José António Loureiro | Montagem: Pedro Marques, Manuel Mozos, Rui Santos | Produção: Maria João Sigalho, Paula Ribas | música: Mariana Ricardo

 

 

 

Quinta-feira, 17 de abril | 21h30

OS PSICO–DETETIVES / I HEART HUCKABEES

David O. Russell

ALE/ RU/EUA | 2004 | Fic | Cor | 106’ | M/12

i heart huckabees

 

Convencido que uma série de coincidências que lhe aconteceram recentemente encerram o segredo para os grandes enigmas da vida, Albert procura a ajuda de uma agência de detetives que o levará a questionar a própria essência da vida.
Albert consulta Bernard e Vivian Jaffe, mais conhecidos como Detetives Existencialistas, um casal “metafísico” que investiga os mistérios mais íntimos dos seus clientes.

O filme conta com um elenco de luxo, entre os quais Dustin Hoffman, Jude Law, Naomi Watts, Mark Wahlberg e Isabelle Huppert.

Título Original: I heart  Huckabees | Interpretação:  Jason Shwartzman, Isabelle Huppert, Dustin Hoffman | Realização: David O. Russell | Argumento: David O. Russell, Jeff Baena | Fotografia:  Peter Deming | Montagem: Robert K. Lambert | Produção: Michael Kuhn | Música:  Jon Brion

 

 

Sábado, 19 de abril | 16h00

ANIKI BÓBÓ

Manoel de Oliveira

PORTUGAL | 1942 | Fic | P&B | 68’ | M/12

aniki bobo

 

Em 1942, Manoel de Oliveira realizou “Aniki-Bóbó” afirmando-se como um dos mais importantes cineastas portugueses. Vinte anos depois, contrariando tudo o que de mal se tinha dito na altura da estreia, o filme fez sensação em Cannes, nos Encontros Internacionais do Filme para a Juventude. Hoje, este filme é apontado como uma obra memorável de Manoel de Oliveira mesmo por muitos daqueles que não gostam, não compreendem e não aceitam a maioria dos seus filmes. É uma história sobre as crianças pobres do Porto que brincam nas ruas aos “polícias e ladrões”. Um deles rouba uma boneca para dar à rapariga dos seus sonhos. Entre o realismo mágico e o lirismo documental, “Aniki-Bóbó” afirma-se como uma obra pioneira do neo-realismo.

Interpretação:  Feliciano David, Fernanda Matos, António Botelho | Realização: Manoel de Oliveira | Argumento: Manoel de Oliveira | Fotografia: António Mendes Montagem: Viera de Sousa, Manoel de Oliveira | Produção: António Lopes Ribeiro

 

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Quarta-feira, 23 de abril | 21h30

FANTASIA LUSITANA

João Canijo

PORTUGAL | 2010 | Doc | P&B | 67’ | M/12

fantasia lusitana

 

Um documento com imagens de arquivo e testemunhos de alguns dos milhares de refugiados que, na década de 40, durante a fuga da Europa nazi, usaram Portugal como ponto de passagem. João Canijo faz uma análise sociológica de um país que se recusou a admitir o que se passava no resto do continente, vivendo numa espécie de fantasia e isolamento moral, como se nada lhe dissesse respeito. Integra ainda textos de Alfred Döblin, Erika Mann e Antoine de Saint-Exupéry, lidos pelas vozes dos actores Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.
Este é um documentário sobre, segundo as próprias palavras do realizador, “os dois níveis de realidade em Portugal, o mundo em guerra e a fantasia do país neutral, o mito criado por Salazar”.

Realização: João Canijo | Argumento: João Canijo | Montagem: João Braz | Produção: João Trabulo

 

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Quinta-feira, 24 de abril | 21h30

8 ½ FESTA DO CINEMA ITALIANO NO PORTO

LA MIA CLASSE

Daniele Gaglianone

Itália | 2013 | Cor | 92’ | M/16

la mia classe

 

Um filme de ‘verdadeira ficção’: um ator – Valerio Mastandrea – no papel de professor de italiano para estrangeiros. Os alunos que constituem a turma são jovens imigrantes que trazem com eles parte da realidade que deixaram e que agora estão juntos no esforço de aprendizagem de uma nova língua e à procura de uma nova vida. Durante a rodagem, embora o realizador interrompa as filmagens, a equipa de produção continua o seu trabalho e tornam-se todos atores de uma única história onde a realidade assume o papel principal.

Argumento: Gino Clemente, Daniele Gaglianone, Claudia Russo | Fotografia: Gherardo Gossi | Montagem: Enrico Giovannone | Produção: Axelotil Film, Kimerafilm, Relief, com Rai Cinema | Interpretação: Valerio Mastandrea

Apoio: Associação Il Sorpasso

 

 

 

Sábado, 26 de abril | 16h00

8 ½ FESTA DO CINEMA ITALIANO NO PORTO

FILME EM CONFIRMAÇÃO

(Brevemente divulgaremos a programação do ‘8 ½ FESTA DO CINEMA ITALIANO NO PORTO’ que terá lugar na Casa das Artes – Sala Henrique Alves Costa de 24 a 27 de abril’14).

 

Quarta-feira, 30 de abril | 21h30

MORAL CONJUGAL

Artur Serra Araújo

PORTUGAL | 2012 | Fic | Cor | 99’ | M/12

Apresentado pelo realizador.

Nascido em 1977, Serra Araújo completa a licenciatura de Som e Imagem na Escola das Artes da Universidade Católica em 2003. Depois de realizar as curtas metragensUma Comédia Infeliz e Frio, com as quais recebeu excelente aceitação por parte do público e da crítica, aventura-se na escrita de teatro com a peça Alter Ego, levada à cena pelo Teatro Bruto em 2006. No ano seguinte, apresenta a primeira longa-metragem, Suicídio Encomendado, sendo-lhe atribuído, entre outros, o prémio especial do júri do Fantasporto 2007. Em 2010, estreou Desavergonhadamente Real, recentemente premiada no shortcutz Lisboa como melhor curta-metragem do ano, melhor realizador e melhor montagemJá em 2012 apresentou a sua segunda longa-metragem, A Moral Conjugal, conquistando  novamente o prémio especial do júri no Fantasporto 2012.

moral conjugal

 

 

Manuela é uma sensual delegada de propaganda médica, constantemente envolvida em fugazes casos com os médicos com quem trabalha. Até que as suas ações escapam ao seu controlo e, entre mentiras, vê-se numa luta desesperada por evitar as consequências conjugais. 

Interpretação:  São José Correia, Catarina Wallenstein, José Wallenstein | Realização: Artur Serra Araújo | Argumento: Artur Serra Araújo | Fotografia: Pedro Azevedo Montagem: Eugénio Marques,  Sérgio Batista Pedro | Produção: Francisco Bravo Ferreira  | Música: Pedro Marques

 

 

 

 

 

 

 

Bilhete Normal: €3.50 | Bilhete Estudante e Sénior: 2.50| Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0.50

A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.

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Clube Português de Cinematografia – Cineclube do Porto| T. 927 476 519 | ccp@cineclubedoporto.pt

Casa das Artes - Sala Henrique Alves Costa | Rua de Ruben A. 210 – 4150-639 Porto |

PASOLINI/GODARD/CINEMA – domingo, 30 de Março | 15h e 18h | Casa das Artes

No âmbito da vinda de Georges Didi-Huberman ao Porto, organizada pelo i2ADS (Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade, da Universidade do Porto), que proferirá, no dia 29 de Março, às 16h, no Museu de Serralves, uma conferência com o título “Cinema e Poesia: Godard face a Pasolini”, a Medeia Filmes e o Cineclube do Porto associam-se ao i2ADS com a exibição, no dia seguinte (domingo, 30 de Março), na Casa das Artes (Sala Henrique Alves Costa), dos filmes OS CONTOS DE CANTERBURY, de Pier Paolo Pasolini e A NOSSA MÚSICA, de Jean-Luc Godard.

Pasolini Godard-cartaz

15h00
OS CONTOS DE CANTERBURY, de Pier Paolo Pasolini
I Raconti di Canterbury
Itália/França | 1971 | Cor | 109’
com Ninetto Davoli, Laura Betti, Hugh Grifith, J.P. Van Dyne, Pier Paolo Pasolini
Festival de Berlim 1972 > Urso de Ouro (Melhor Filme)

18h00
A NOSSA MÚSICA, de Jean-Luc Godard
Notre Musique
com Sarah Adler, Nade Dieu, Rony Kramer, Juan Goytisolo, Jean-Luc Godard
França / Suíça | 2004 | Cor | 80’
Festival de San Sebastian 2004 > Prémio Fipresci
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I RACONTI DI CANTERBURY / OS CONTOS DE CANTERBURY
um filme de PIER PAOLO PASOLINI

«O plano final de Os Contos de Canterbury (1972) mostra-nos o realizador Pier Paolo Pasolini no papel do poeta Geoffrey Chaucer, a escrever o seu último comentário sobre as histórias que acabámos de ver. […]“Aqui terminam os contos de Canterbury, contados apenas pelo prazer de serem contados.» No seguimento do sucesso de Decameron (1971), Pasolini mudara-se de Itália para Inglaterra para filmar a obra de um autor tão significante no desenvolvimento do Inglês como Boccaccio o fora para o Italiano. A tentativa de Pasolini ir lá atrás, aos primórdios do moderno, aos primórdios do capitalismo, aos primórdios das línguas nacionais, muda agora de engrenagem geográfica. Este foi também o tempo do Grupo Dziga Vertov de Jean-Luc Godard e do acolhimento de outros realizadores politicamente comprometidos. Pasolini tinha sido um dos mais expressivos contribuidores para aqueles debates nos anos 60 e fez uma série de filmes explicitamente políticos. As palavras finais de Os Contos de Canterbury, que justificam o filme simplesmente em termos do prazer da narração são uma rejeição provocadora do discurso político que ele próprio tanto se empenhara em promover.
Contudo, o filme não é, como poderia parecer, um soft porno apolítico, embora na altura tenha sido assim recebido quer pelos muitos críticos de esquerda e também por uma parte do seu público mais entusiasta. O sonho de Pasolini era o de um mundo onde o sexo não tivesse sido corrompido pela perseguição do lucro. Criou o seu sonho pela fusão de elementos do presente e do passado, numa visão genuína. Mas a ênfase de Os Contos de Canterbury está menos nos simples prazeres da carne do que nas suas dores, particularmente a dor final da morte. Um surpreendente acrescento ao texto de Chaucer aparece logo na primeira metade do filme quando um homem é queimado na fogueira pelo pecado da sodomia. Esta sequência não tem paralelo no material que constitui a sua fonte; é da lavra de Pasolini, e mais sombria pela relação com a sua própria homossexualidade.
A cena medonha e realista, que prenuncia já os horrores de Saló (1975), cria um tom muito mais negro do que o que encontráramos em Decameron. Ainda assim, o seu horror acentua-se pelo facto de sabermos que o pecado pelo qual este homem que grita nas chamas onde está a ser queimado não é o pecada da sodomia mas o da pobreza – só que, ao contrário do outro homem que fazia o mesmo que ele, não tem dinheiro para comprar o poder da igreja.
[…] Para Pasolini, Chaucer tinha uma visão mais lúgubre da vida por causa do clima carregado do Norte da Europa, enquanto que o sol da Toscânia dava a Boccaccio uma perspectiva mais luminosa. Contudo, deve ser dito, que esta é uma adaptação mais fiel que a que a antecedeu na Trilogia da Vida, de Pasolini. […] O que este filme partilha com o anterior é a redução da escala social do texto de origem, enfatizando os feitos dos moleiros e estudantes, não os dos reis e das rainhas. O mais perto que estamos da nobreza é no episódio de abertura, o “Conto do Mercador”, e mesmo esse não se debruça propriamente na questão da hierarquia social. Esta ênfase num “popular universal”, independente do tempo e do lugar, encontra o seu elemento estilístico fundamental na comédia slapstick. Os Contos de Canterbury dialoga permanentemente com os filmes cómicos do cinema mudo, de forma mais notável no “Conto do Cozinheiro”, um fragmento no texto original de Chaucer mas aqui expandido para uma narrativa completa na qual o actor fetiche (e seu companheiro até este filme) Ninetto Davoli surge na figura de Charlie Chaplin, com chapéu e bengala e tudo.
Enquanto Decameron se oferece como uma pintura, com Pasolini no papel do “melhor aluno de Giotto”, Os Contos de Canterbury apresenta-se como um filme escrito, com Pasolini no papel de Chaucer, começando o seu livro na estrada mas acabando-o no seu atelier. […] A recusa deliberada de Pasolini para ensaiar uma representação do mundo medieval está sobretudo assinalada por esta escrita. Na primeira história, por exemplo, um jovem escudeiro senta-se para começar uma carta para a mulher que ama e que acabara de se casar. Chaucer não nos dá as palavras precisas, mas Pasolini escreve-as com vagar no écran: “Dir May, I luv yoo with all my hart and if yoo dont make luv to me I shall die,” tal como vemos na versão em língua inglesa. Isto é um engodo total no Middle English, com yoo, hart, e luv como erros particularmente flagrantes. Mas isto enfatiza o facto de que Pasolini não pretende criar uma rigorosa representação do tempo, mas uma moderna re-criação do seu espírito – uma intenção também revelada na extraordinária série de canções folk de várias épocas, da banda sonora. Esta fusão de passado e presente é posta em primeiro plano em Decameron e em Os Contos de Canterbury misturando o cinema com as artes mais antigas da pintura e da escrita.»
Colin MacCabe, Distinguished Professor of English and Film na University of Pittsburgh, co-editor da coleção True to the Spirit: Film Adaptation and the Question of Fidelity (Oxford University Press).

«[…] o que caracteriza o cinema de Pasolini é uma consciência poética que a bem dizer não seria propriamente estética, nem estética, mas mística ou “sagrada”. O que permite a Pasolini levar a imagem-percepção ou a neurose das suas personagens a um nível de baixeza e bestialidade, nos conteúdos mais abjectos, reflectindo ao mesmo tempo numa consciência poética animada pelo elemento místico ou sacralizante. É esta permuta do trivial e do nobre, esta comunicação do excremencial e do belo, esta projecção do mito, que Pasolini já diagnosticava no discurso indirecto livre como forma essencial da literatura. E conseguia fazer uma forma cinematográfica, capaz de encanto como de horror.»
Gilles Deleuze, A Imagem-Movimento, Cinema 1, Assírio & Alvim

NOTRE MUSIQUE / A NOSSA MÚSICA
um filme de Jean-Luc Godard

« “A Nossa Música” divide-se em três partes: a primeira chama-se “Inferno” e é uma montagem de imagens de arquivo, extraídas de vários conflitos do século XX, onde se diz que a morte é “o possível do impossível” ou “o impossível do possível”; a segunda chama-se “Purgatório”, passa-se em Sarajevo e mostra Godard na capital bósnia para participar num encontro de escritores; a terceira chama-se “Paraíso” e mostra o sítio a que uma rapariga que conhecemos no “Purgatório” chega depois de morrer, um local que é uma mistura entre as florestas do final de “Weekend” e a terra dos homens-livro do “Fahrenheit 451” de Truffaut, com a particularidade de este “paraíso” ser delimitado por arame farpado e guardado, do lado de fora, por “marines” americanos (o “Paraíso” guardado pelo exército americano, metáfora duma fabulosa ambiguidade).
Portanto, política e história – tudo aquilo que preocupa Godard desde que deixou de ser cinéfilo. O fim da cinefilia godardiana tem, aliás, muito a ver com a história, está expresso nas “Histoire(s) du Cinéma”: o cinema devia ter-nos ensinado a ver,
devia-nos ter calejado o olhar para as “mises-en-scène”, mas ninguém foi capaz de “ver” o III Reich nem Auschwitz antes de terem acontecido. O cinema não evitou o Holocausto, não evitou os genocídios do século XX. Tem, como hipotética redenção, a possibilidade de partir daí – e é donde “A Nossa Música” parte, como nas últimas décadas muitos filmes dele têm partido.
O filme é um lamento, um requiem, uma partitura da desesperança e do desencanto. Um filme de depois da crença. Godard, manifestamente, já não acredita: “A Nossa Música” é um filme de um homem derrotado (os mais belos filmes são estes), mas de um homem que pensa saber-se derrotado antes de todos os outros homens.
O ponto central do pensamento (e do sofrimento) godardiano contemporâneo é duma simplicidade que roça a candura: ele não compreende nem aceita que os homens se continuem a matar uns aos outros, que povos se excluam aos outros – que o “campo” esmague o “contracampo”. Como de costume, a interpelação que faz da história e dos assuntos de política segue uma via que é, à falta de melhor termo, poética, atenta às palavras e aos seus sentidos, e sobretudo aos nomes. Aproxima coisas, faz “montagem” com a história. Comenta, por exemplo, a propósito do extermínio dos índios americanos, que esse povo nunca teve um nome, são os “índios vermelhos” porque Colombo os tomou por quem não eram e não sabia que outra coisa lhes chamar. Campo/contracampo: a civilização ocidental, o “campo”, apagou o seu “contracampo”.»
Luís Miguel Oliveira, Público

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Bilhetes: €4.00 (1 sessão); €6.00 (2 sessões)
A bilheteira abre meia hora antes do início da primeira sessão (14h30)

 

Março 2014 | Casa das Artes

O Cineclube apresenta na Casa das Artes a seguinte programação para o mês de Março:

Sábado, 01 de março| 16h00

SERENATA À CHUVA / SINGIN’ IN THE RAIN
Stanley Donen, Gene Kelly
EUA | 1952 | Fic | Cor | 103’ | M/6

serenata a chuva

O maior musical da história do cinema? É a opinião geral e a sua fama está estabelecida. Mas é também uma maravilhosa homenagem à Sétima Arte e à conturbada fase de transição do mudo para o sonoro no final da década de 20, que está na base de alguns dos melhores gags do filme. E é ainda a antologia das grandes melodias daquele tempo, incluindo a que lhe dá o título e foi das primeiras a ser ouvida no cinema, numa obra de 1929.
Don Lockwood e Lina Lamont são a dupla mais famosa do cinema mudo. Os seus filmes são um verdadeiro sucesso e as revistas apostam numa relação intima entre os dois, o que não existe na realidade. Com a chegada do cinema falado, que se torna a nova moda entre os espectadores, o par romântico é confrontado com a realização de um musical, onde é necessário ter um bom desempenho vocal. Mas Lina tem um problema grave: a sua voz é demasiado aguda para os filmes sonoros. Kathy Selden, uma corista que se cruza na vida de Don, é então contratada para dobrar a voz da popular actriz…

Título Orginal: Singin’ in the rain | Interpretação: Gene Kelly, Donald O’Connor, Debbie Reynolds  | Realização: Stanley Donen, Gene Kelly | Argumento: Adolph Green, Betty Comden | Fotografia: Harold Rosson | Montagem: Adrienne Fazan | Produção: Arthur Freed, Roger Edens | Música: Lennie Hayton

Quarta-feira, 05 de março | 21h30

O CÉU SOBRE OS OMBROS

Sérgio Borges

BRASIL | 2011 | Fic/Doc | Cor | 72’ | M/16

 Apresentado por Américo Santos.

Diretor do Festival de Cinema Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira desde a sua criação. Frequentou o curso de cinema e vídeo do FAOJ e exerceu a função de programador cultural na Feira Viva E.M.. Desenvolveu várias ações de divulgação do cinema português no Brasil, através da elaboração de programas e indicação de filmes para festivais. Foi homenageado pelo seu trabalho de divulgação das cinematografias portuguesa e brasileira no CURTA-SE, em Sergipe, no Brasil. Integrou o júri oficial do 4º Cineport. Foi o curador da Mostra Novíssimo Cinema Brasileiro, no âmbito da programação da Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012. Atualmente, desenvolve um projeto de cooperação cinematográfica com o Brasil e desempenha a função de diretor executivo na distribuidora Nitrato Filmes.

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A narrativa acompanha alguns dias na vida de três pessoas: everlyn é uma transexual que fez mestrado sobre os diários de um hermafrodita do século xix e vive entre a prostituição e os cursos de sexualidade que ministra como professora. Murari é um devoto da religião hare krishna e líder da claque organizada do atlético mineiro. lwei é africano descendente de portugueses, escreve vários livros ao mesmo tempo, sem nunca ter concluído nenhum deles, e nunca trabalhou. A história de três pessoas anónimas, comuns. Histórias inventadas pela vida, de pessoas que vivem entre o quotidiano, o exótico e a marginalidade.

Interpretação: Everlyn Barbin, Edjucu Moio, Murari Krishna e Grace Passô  | Realização: Sérgio Borges | Argumento: Manuela Dias e Sérgio Borges | Fotografia: Ivo Lopes Araújo | Montagem: Ricardo Pretti | Produção: Luana Melgaço

Quinta-feira, 06 de março | 21h30

DO OUTRO LADO / AUF DER ANDEREN SEITE

Fatih Akin

ALE/ TURQUIA/IT | 2007 | Fic | Cor | 116’ | M/12

 DO OUTRO LADO

Apesar das reticências do filho Nejat, Ali, viúvo, decide viver com Yeter, uma prostituta de origem turca. Mas Nejat, professor de alemão, acaba por começar a afeiçoar-se a Yeter quando descobre que ela manda dinheiro para a Turquia, para ajudar a pagar os estudos universitários da filha. A morte acidental de Yeter afastará pai e filho e Nejat decide viajar para Istambul para tentar encontrar a filha dela, Ayten. Ativista política, Ayten fugiu da polícia turca e já se encontra na Alemanha, onde se torna amiga de Lotte. Mas o pedido de asilo de Ayten é negado e ela é deportada e enclausurada na Turquia. Num ato irrefletido, Lotte decide partir para a Turquia para ajudar a amiga.

Título Original: Auf der anderen Seite | Interpretação: Baki Davrak, Gursoy Gemek, Gengiz Daner  | Realização: Fatih Akin | Argumento: Fatih Akin | Fotografia: Reiner Klausmann | Montagem: Andrew Bird | Produção: Klaus Maeck, Andreas Thiel, Jeanette Wurl | Música:  Shantel

Sábado, 08 de março | 16h00

CRÓNICA DE UM VERÃO / CHRONIQUE D’UN ÉTÉ

Jean Rouch & Edgar Morin

FRANÇA | 1961 | Doc | P&B | 85’ | M/12

Chronique d'un été - Un été + 50 - Dossier de Presse

Paris, verão de 1960. O cineasta e etnólogo Jean Rouch, acompanhado do sociólogo Edgar Morin, leva a câmara às ruas para colher respostas à seguinte pergunta: “Você é feliz?” O que tem início como uma simples enquete logo se transforma num ambicioso e imprevisível retrato de um grupo heterogêneo de estudantes, operários e imigrantes que expõem seu cotidiano, suas dúvidas e angústias, suas conceções sobre a política e a vida. Em seguida, os realizadores registram as reações deles à projeção do material filmado, momento em que as fronteiras entre verdade e ficção são postas em crise. Unindo o método de Flaherty às teorias de Vertov, este filme-ensaio-manifesto inaugura o cinema-verdade.

Título Original: Chronique d’un été| Interpretação:  Angelo, Regis Debray, Jacques | Realização: Edgar Morin, Jean Rouch | Fotografia: Michel Brault, Raoul Coutard, Roger Morillière, Jean-Jacques Tarbès | Montagem: Néna Baratier | Produção: Anatole Dauman| Música: Pierre Barbaud

Quarta-feira, 12 de março | 21h30

CENTRO HISTÓRICO

Pedro Costa, Manoel de Oliveira, Víctor Erice & Aki Kaurismaki

PORTUGAL | 2012 | Cor | 80’ | M/12

centro-historico

O filme foi concebido como uma viagem pelas histórias escondidas do centro histórico de Guimarães; o primeiro dos quatro episódios, O Tasqueiro, marca a primeira vez que o finlandês Aki Kaurismäki filma em Portugal, onde mantém residência, enquanto o terceiro, Vidros Partidos, é um dos raros pronunciamentos do espanhol Victor Erice, autor de O Espírito da Colmeia e O Sol do Marmeleiro, que nos últimos 20 anos apenas assinou quatro curtas-metragens. Pedro Costa contribui com Lamento da Vida Jovem, de novo com a presença do seu “herói” de Juventude em Marcha, Ventura, e Manoel de Oliveira explora uma visita turística à cidade em O Conquistador Conquistado. 

 

Quinta-feira, 13 de março | 21h30

WENDY & LUCY

Kelly Reichardt

EUA | 2008 | Fic | Cor | 80’ | M/12

wendy and lucy

Wendy Carroll viaja de carro em direção à cidade de Ketchikan, no Alasca, em busca de trabalho e de um novo início de vida. Com ela leva a sua cadela Lucy, a sua única amiga e único apoio emocional. Porém a meio da viagem o destino parece conspirar contra si: o seu velho Accord avaria-se sem que ela tenha dinheiro para resolver a situação. E, pior, perde Lucy…  Sem saber o que fazer, Wendy vai ser obrigada a sobreviver à custa de pequenos gestos de bondade, ao mesmo tempo que envereda numa busca incessante por Lucy. E, neste percurso, vai-se transformando numa outra pessoa.  Um drama, realizado por Kelly Reichardt, sobre o dever da amizade e da generosidade de cada ser humano para com todos os outros.

Título Original: Wendy and Lucy| Interpretação: Michelle Williams, Walter Dalton, Larry Fessenden | Realização: Kelly Reichardt | Argumento: Jon Raymond, Kelly Reichardt | Fotografia: Sam Levy | Montagem: Kelly Reichardt | Produção: Joshua Blum, Todd Haynes, Phil Morisson, Rajen Savjani

Sábado, 15 de março | 16h00

O MEU TIO DA AMÉRICA / MON ONCLE D’AMÉRIQUE

Alain Resnais

FRANÇA | 1980 | Fic  | Cor | 125’ | M/12

MEU TIO DA AMERICA

Alain Resnais, fascinado pelas teorias do biólogo francês Henri Laborit, realizou um filme em que ciência e ficção se unem para explicar de forma acessível as razões biológicas que estão na origem do comportamento humano. Janine (Nicole Garcia), Jean (Roger Pierre) e Rene (Gérard Depardieu) são pessoas com passados, convicções e modos de vida completamente diferentes, cujos percursos acabam por se cruzar. Jean é um homem casado, rico e ambicioso, com uma carreira política ascendente. Apaixona-se por Janine, actriz de segundo plano, que nasceu numa família de recursos modestos. Janine abandonou a casa dos pais, militantes comunistas, para viver a sua própria vida e Jean acaba por se separar da mulher para viver com Janine. A relação amorosa não corre bem e, mais uma vez, Janine muda toda a sua vida. O que fica depois de ver “O Meu Tio da América” é uma enorme sensação de bem-estar e de descoberta de outros horizontes. Por tudo isto, a que se juntam ainda as excelentes interpretações dos actores, esta obra de Resnais recebeu diversos prémios, de que se destaca o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes, atribuído, nesse ano, por unanimidade.

Título Original: Mon Oncle d’ Amérique| Interpretação: Gerard Depardieu, Nicole Garcia, Roger Pierre | Realização: Alain Resnais | Argumento: Jean Gruault, Henri Laborit | Fotografia: Sacha Vierny | Montagem:  Albert Jungerson | Produção: Philipee Dussart, Christian Lentretien | Música: Arié Dzierlatka

Quarta-feira, 19 de março | 21h30

TORRES E COMETAS

Gonçalo Tocha

Portugal | 2012 | Doc | Cor | 60’ | M/12

Apresentado pelo realizador.

Licenciado em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Por lá, fundou Cineclube NuCiVo onde era responsável pela programação, produção e realização dentro do género de vídeos ativistas (documentário). Realizou a sua primeira curta-metragem, “ Bye bye my blackbird” (2006), no âmbito do Festival Mediawave na Hungria, com banda sonora original de  Dídio Pestana.  “Balaou” (2007), uma homenagem a sua mãe, foi a sua primeira longa-metragem, que contou novamente com banda sonora original de Pestana, e acaba por vencer dois prémios no Indielisboa (2007).  O filme também marcou presença no Festival du Film de Vancouver, na Viennale, no Bafici e foi exibido no canal de televisão ARTE. Divide a sua carreira entre o cinema e a música, onde é cantor e compositor. “É da Terra não é da Lua” é a sua segunda longa-metragem filmada e editada entre 2007 e 2011.

torres e cometas

Uma festa de símbolos. Tendo como tema a cidade de Guimarães, “Torres & Cometas” é o novo filme de Gonçalo Tocha, feito com uma equipa pequena – Dídio Pestana no som. A cidade, berço da Nação, foi a torre a partir da qual Afonso Henriques declarou a independência de Portugal na data distante de 1128.
No contexto da sua comemoração como capital europeia da cultura, este é um de vários filmes que se debruçaram sobre a cidade. Como anuncia o seu título astronómico, Tocha atinge a cidade e procura a origem de um novo reino em vestígios: figuras de santos, monumentos, marcos históricos e música que se faz ouvir no espaço conquistado. Procura-se também novos começos a durar para a posteridade, numa coleção de ingredientes históricos que valoriza o presente.

Quinta-feira, 20 de março | 21h30

DE TANTO BATER O MEU CORAÇÃO PAROU / DE BATTRE MON COEUR S’EST ARRETÉ

Jacques Audiard

FRANÇA | 2005 | Fic | Cor | 107’ | M/12

DE TANTO BATER O MEU CORAÇÃO

Tom  tem 28 anos e está destinado a seguir os passos do pai no mundo podre dos negócios imobiliários. Mas um encontro inesperado leva-o a acreditar que ele pode tornar-se, à semelhança da mãe, pianista. Deixar esse mundo corrupto e voltar a entregar-se à música. Para tal, prepara-se para uma audição com uma virtuosa pianista chinesa. Ela não fala uma palavra de francês, por isso a música é a única forma de comunicação. Mas as pressões do seu mundo de trabalho são cada vez maiores e cada vez mais difíceis de suportar. “De Tanto Bater o Meu Coração Parou”, de Jacques Audiard  é um “remake” de “Fingers”, de James Toback, protagonizado por Harvey Keitel.

Título Original: De battre mon coeur s’est arrêté | Interpretação:  Romain Duris, Aure Atika, Niels Arestrup | Realização: Jacques Audiard | Argumento: Jacques Audiard, Tonino Benascquista | Fotografia:  Stéphane Fontaine | Montagem:  Juliette Welfling | Produção: Pascal Caucheteux | Música:  Alexandre Desplat

Sábado, 22 de março | 16h00

NOIVOS SANGRENTOS / BADLANDS

Terrence Malick

EUA | 1973 | Fic | Cor | 89’ |M/16

 BADLANDS

Na sua primeira longa-metragem, Terrence Malick inspirou-se num caso verídico que ocorreu nos EUA, nos anos 50, para filmar “Os Noivos Sangrentos”. Kit (Martin Sheen) é um jovem que trabalha na recolha do lixo e namora com Holly (Sissy Spacek), uma adolescente de quinze anos. O comportamento de Kit não é propriamente exemplar e, naturalmente, o pai da rapariga (Warren Oates) opõe-se à relação entre os jovens. Kit remove facilmente esse impedimento, matando o pai da rapariga, perante o olhar impávido e sereno desta. Depois, ambos iniciam uma fuga de automóvel por vários estados dos EUA. A história é narrada parcialmente por Holly, de forma desapaixonada.

Título Original: Badlands | Interpretação:  Martin Sheen, Sissy Spacek | Realização: Terrence Malick | Argumento: Terrence Malick | Fotografia: Tak Fujimoto, Stevan Larner, Brian Probyn | Montagem: Robert Estrin | Produção: Terrence Malick

Quarta-feira, 26 de março | 21h30

O GEBO E A SOMBRA

Manoel de Oliveira

PORTUGAL/ FRANÇA | 2012 | Fic | Cor | 95’ | M/12

O GEBO E A SOMBRA

Apesar de viver no limiar da pobreza, Gebo continua a sua atividade de contabilista para sustentar Doroteia, a mulher, e Sofia, a nora. A existência daquelas três pessoas é triste e monótona, girando à volta da ausência de João, o filho, que ninguém sabe onde está ou as razões por que partiu. Apesar do velho senhor tentar encontrar maneiras de aliviar o sofrimento das duas mulheres, parece que nada consegue minimizar as suas dores. Até que, sem que já ninguém o esperasse, João regressa. E é a partir daquele momento que o equilíbrio familiar, já de si frágil, se rompe, dando origem a uma catástrofe…

Interpretação: Michael Lonsdale, Claudia Cardinale, Jeanne Moreau  | Realização: Manoel de Oliveira | Argumento: Manoel de Oliveira | Fotografia: Renato Berta | Montagem: Valérie Loiseleux  | Produção: Sandro Aguilar, Luís Urbano, Antoine de Clermont-Tonnerre e Martine de Clermont-Tonnerre

Quinta-feira, 27 de março | 21h30

JACQUOT DE NANTES

Agnès Varda

FRANÇA | 1991 | Fic/Doc | Cor | 118’ | M/12

JACQUOT DE NANTES

Varda revela-nos aqui a infância de Jacques Demy, o seu companheiro de tantos anos. Assumindo o registo ficcional, o filme é uma crónica dos anos da juventude do realizador, dos jogos com o seu irmão e amigos, dos amores infantis, mas também das primeiras experiências cinematográficas. Um filme que regista o despertar de uma vocação.

Interpretação: Jacques Demy, Phillipe Maron, Édouard Joubeaud  | Realização: Agnès Varda | Argumento: Agnès Varda a partir das memórias de Jacques Demy | Fotografia: Patrick Blossier, Agnès Godard, Georges Strouvé | Montagem: Marie-Josée Audiard | Música: Joanna Bruzdowicz

Sábado, 29 de março | 16h00

A DESPEDIDA DE ONTEM / ABSCHIED VON GESTERN

Alexander Kluge

ALEMANHA | 1966 | Fic | P&B | 88’ | M/12

A DESPEDIDA DE ONTEM

Anita G., uma judia, chega “do outro lado”. Com uma mala na mão, encontra estranhos que a fazem descobrir um país desconhecido: a República Federal da Alemanha, no ano de 1966. Proveniente da RDA, Anita é a personificação de um passado mal resolvido, não dispondo portanto das condições que lhe permitiriam uma integração bem-sucedida na sociedade da Alemanha Ocidental.

Título Original: Abschied von Gestern | Interpretação:  Alexandra Kluge, Gunter Mack, Hans Korte | Realização: Alexandre Kluge | Argumento: Alexander Kluge | Fotografia: Thomas Mauch, Edgar Reitz | Montagem: Beata Mainka | Produção: Alexander Kluge

Bilhete Normal: €3,50
Bilhete Estudante e Sénior: €2,50
Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0,50
A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.

Casa das Artes - Sala Henrique Alves Costa
Rua de Ruben A. 210, 4150-639 – Porto
T.226 006 153

Fevereiro 2014 | Casa das Artes

O Cineclube apresenta na Casa das Artes a seguinte programação para o mês de Fevereiro:

Quarta-feira, 05 de fevereiro | 21h30

A ESPADA E A ROSA
João Nicolau
POR/FRA |  2010 | Fic. | Cor | 142′ | M/12

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A viver sozinho em Lisboa com o seu gato Maradona e farto dos seus dias rotineiros, Manuel (Manuel Mesquita) abandona tudo e parte à aventura numa caravela portuguesa do séc. XV, de nome “Vera Cruz”. Aí, vai reencontrar uma tripulação de piratas, seus amigos de longa data. Mas uma traição vem abalar a lógica daquele grupo inusitado. Nas palavras dopróprio realizador, este é “um filme de aventuras e pirataria passado nos dias de hoje. Um filme musical que aborda e saqueia utopias. Um itinerário da perdição.” Primeira longa-metragem de João Nicolau, depois das curtas “Rapace” (2006) e “Canção de Amor e Saúde” (2009), estreou em 2010 na competição da secção Orizzonti do Festival de Veneza e foi o filme português em competição na última edição do Estoril Film Festival. Conta ainda com a participação especial de Michael Biberstein, José Mário Branco e Luís Miguel Cintra.

Interpretação: Manuel Mesquita, Luís Lima Barreto, Nuno Pino Custódio | Realização: João Nicolau |Argumento: João Nicolau, Mariana Ricardo | Fotografia: Mário Castanheira | Montagem: João Nicolau, Francisco Moreira | Produção: Sandro Aguilar, Luís Urbano

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Quinta-feira, 06 de fevereiro | 21h30

LIKE SOMEONE IN LOVE
Abbas Kiarostami
FRA/JAP |  2012 | Fic | Cor |  109′ | M/12

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Akiko (Rin Takanashi) é uma jovem japonesa que secretamente se prostitui para pagar os estudos universitários. Ninguém, nem mesmo o seu namorado Noriaki (Ryo Kase), sabe desta actividade. E ela protege esse segredo não apenas pelo medo do julgamento, mas também pela sua própria dificuldade em lidar com a situação. Um dia, conhece Takashi Watanabe (Tadashi Okuno), um velho professor catedrático, que se torna seu cliente regular e é, em todos os aspectos, a absoluta antítese de Noriaki. É assim que, inesperadamente, Akiko se começa a sentir dividida entre um namorado jovem, mas rude e ignorante, e um velho amável com quem consegue uma partilha intelectual que a faz sentir-se viva e, acima de tudo, respeitada.
Um filme totalmente falado em japonês, com argumento e realização do iraniano Abbas Kiarostami (“O Sabor da Cereja “, “Através das Oliveiras”, “O Vento Levar-nos-á”, “Shirin”, “Cópia Certificada”), sobre a relação inesperada entre uma jovem prostituta e um velho senhor durante apenas 24 horas.

Interpretação: Rin Takanashi, Tadashi Okuno, Ryô Kase  | Realização: Abbas Kiarostami | Argumento:Abbas Kiarostami | Fotografia : Katsumi Yanagijima | Produção: Charles Gillibert

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Sábado, 08 de fevereiro | 16h00

A BAÍA DOS ANJOS / LA BAIE DES ANGES
Jacques Demy
FRANÇA|  1963| Fic| Cor | 89’ | M/12

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Jean chega a Nice. Começa a interessar-se pelo jogo e encontra no casino uma jogadora, Jackie. Entre os dois nasce paixão e fascínio. São um pelo outro, ou ambos pelo jogo? Jean instrui-se emocionalmente. Jackie joga.
Título Original: La Baie des Anges  | Interpretação:  Jeanne Moreau, Claude Mann, Paul Guers |Realização: Jacques Demy | Argumento: Jacques Demy | Fotografia: Jean Rabier | Montagem: Anne-Marie Cotret | Produção: Paul-Edmond Decharme  | Música: Michel Legrand
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Quarta-feira, 12 de fevereiro | 21h30

BODY RICE
Hugo Vieira da Silva
PORTUGAL |  2006 | Fic | Cor | 120′ | M/12

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Desde 1980 que instituições alemãs enviam adolescentes para o sul de Portugal ao abrigo de projectos experimentais de reeducação social. É assim que Katrin chega ao Alentejo. Aí, ela vai estabelecer uma relação singular com o ambiente envolvente, uma situação agravada pela dureza da paisagem e o vazio de uma região socialmente desertificada. Katrin irá formar, com Julia e Pedro, um refúgio numa terra-de-ninguém…Primeira obra do realizador Hugo Vieira da Silva, “Body Rice” ganhou a Menção Especial do Júri no Festival de Locarno.
Interpretação: Alice Dwyer, Luís Guerra, Luís Soveral | Realização: Hugo Vieira da Silva |Argumento: Hugo Vieira da Silva | Fotografia: Paulo Ares | Montagem: Paulo MilHomens | Produção:Paulo Branco
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Quinta-feira, 13 de fevereiro | 21h30BARBARA
Christian Petzold
ALEMANHA |2012| Fic |  Cor | 105′ | M/12

Barbara

1980, República Democrática Alemã. A exercer medicina em Berlim, Barbara tenta arranjar um visto que lhe permita ir ao encontro de Jörg, o namorado, à Alemanha Ocidental. Após a recusa do Governo, é desterrada para um hospital de uma localidade rural, longe da capital. Enquanto Jörg tenta encontrar um plano de fuga, ela aguarda pacientemente, evitando tudo o que a possa ligar àquele lugar. Porém, com o passar do tempo, acaba por se sentir atraída por Andre (Ronald Zehrfeld), um colega particularmente caloroso que se esforça para que ela se sinta em casa. Mas, mesmo quando acaba apaixonada por ele, Barbara não consegue entregar-se totalmente, obcecada com a hipótese de ele ser um espião contratado para seguir os seus passos. Assim, à medida que Barbara se vai deixando levar pelos sentimentos que a ligam a Andre, acaba por ser forçada a tomar uma decisão que mudará, irremediavelmente, a sua vida.

Um filme do alemão Christian Petzold (“Yella”, “Jerichow”), que acabou por arrecadar, em 2012, o prémio de melhor realizador no Festival de Berlim.
Interpretação:  Nina Hoss, Ronald Zehrfeld, Rainer Bock | Realização: Christian Petzold |Argumento: Christian Petzold, Harun Farocki | Fotografia: Hans Fromm| Montagem: Bettina Bohler |Produção: Michael Weber | Música: Stefan Will
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Sábado, 15 de fevereiro | 16h00

O MUNDO NO ARAME / WELT AM DRAHT
Rainer Werner Fassbinder
ALEMANHA |  1973| Fic. | Cor |  205’ | M/12

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Apresentado por Pedro Flores. Realizador e argumentista. Licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica Portuguesa e concluiu o Mestrado em “Filmmaking” pela London FIlm School. É professor de Escrita de Argumento e coeditor da revista de cinema e teatro Drama. É realizador de três curtas-metragens presentes em diversos festivais internacionais.

Uma minissérie televisiva de duas partes, estreada em Outubro de 1973. Rodada em Paris, adapta um romance de ficção científica do americano Daniel Galouye sobre um cientista que, ao investigar acontecimentos estranhos relacionados com um “mundo virtual” criado num laboratório, dá por si a questionar a própria natureza da realidade. Com 3h25 de duração total, “O Mundo no Arame” nunca teve exibição comercial em sala e, depois de passar na televisão, caiu no esquecimento, interrompido apenas por pontuais retrospectivas do cineasta. O seu restauro, a cargo da Fundação Fassbinder e sob a supervisão do director de fotografia original, Michael Ballhaus, sublinha mais uma vez a noção de “liberdade” que percorria o cinema dos anos 1970.
Título Orginal: Welt am Draht| Interpretação:   Klaus Löwitsch, Barbara Valentin, Mascha Rabben  |Realização: Reiner Werner Fassbinder | Argumento: Rainer Werner Fassbinder | Fotografia: Michael Ballhaus | Montagem: Ursula Elles, Marie Anne Gerhardt | Produção: Peter Märthesheimer, Alexander Wesemann | Música: Gottfried Hüngsberg
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Quarta-feira, 19  de fevereiro | 21h30
AQUELE QUERIDO MÊS DE AGOSTO
Miguel Gomes
FRA/POR |  2008 | Doc-Fic. | Cor | 150′ | M/12
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Ficção invadida pelo documentário, seria a história de um pai, a filha e o primo dela, músicos de uma banda de música popular a tocar pelas aldeias do Portugal profundo, em que imigrantes regressados à terra se cruzam com populares, entre festa e baile, cerveja, jogos e caçadas, durante o quente mês de Agosto. Seria a história e não é, porque realizador e equipa técnica irrompem pelo filme dentro, em vez de irem directamente ao assunto, e se misturam com actores não profissionais, entre os quais Sónia Bandeira e Fábio Oliveira. O filme conta ainda com a participação de Luís Marante, cantor do Agrupamento Musical Diapasão. “Aquele Querido Mês de Agosto” é a segunda longa-metragem de Miguel Gomes, depois de “A Cara Que Mereces” e várias curtas-metragens. O realizador justifica assim a entrada no documentário na ficção: “Documentário? Ficção? A meio deste filme vemos uma ponte: a ponte romana de Coja sobre o rio Alva, da qual se atira Paulo ”Moleiro”. Sem querer parecer Confúcio, diria que de qualquer uma das margens que esta ponte une se avista perfeitamente a outra. E que o rio é sempre o mesmo”.
Interpretação:   Sónia Bandeira, Fábio Oliveira, Joaquim Carvalho  | Realização: Miguel Gomes |Argumento: Telmo Churro, Miguel Gomes, Mariana Ricardo | Fotografia: Rui Poças | Montagem: Telmo Churro, Miguel Gomes | Produção: Sandro Aguilar, Luís Urbano, Thomas Ordonneau | Som: Vasco Pimentel
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Quinta-feira, 20 de fevereiro | 21h30

SEM DESTINO / ROAD TO NOWHERE
Monte Hellman
EUA | 2012| Fic. | Cor | 120′ | M/12

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Mitchell Haven (Tygh Runyan) é um realizador que descobre o argumento perfeito para o seu filme na história verídica de dois amantes malditos: a jovem e belíssima Velma Duran e o político norte-americano Rafe Tashen, envolvidos num escândalo de fraude, que culmina no trágico suicídio de ambos. Mitchell, fascinado com o enredo e mais ainda pela personagem de Velma, encontra na desconhecida Laurel (Shannyn Sossamon) a encarnação da beleza e carisma que procura para a sua personagem central. Mas com o passar dotempo, e cada vez mais envolvido na trama, a linha entre a ficção e a realidade começa a esvanecer-se até dar lugar à tragédia. Primeira longa-metragem de Monte Hellman (“Duelo no Deserto “, “A Estrada Não Tem Fim “, “Iguana”) em 20 anos. Um filme dentro de um filme que é, segundo o próprio, “um enigma impossível”. “Cabe a cada espectador resolvê-lo sozinho.” Na 67.ª edição do Festival de Veneza, recebeu um Leão de Ouro Especial.

Título Original: Road to Nowhere | Interpretação: Cliff de Young, Waylon Payne, Tygh Runyan, Shannyn Sossamon  | Realização: Monte Hellman | Argumento: Steven Gaydos | Fotografia: Josep M. Civit |Montagem: Céline Amelson | Produção: Monte e Melissa Hellman, Steven Gaydos | Música: Tom Russell

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Sábado, 22 de fevereiro | 16h00

O ESTADO DAS COISAS / DER STAND DER DINGE
Wim Wenders
ALE/ EUA / PORTUGAL| 1982| Dra. | 125’ | M/12

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Rodado parcialmente no nosso país, é um filme mítico sobre o cinema e a sua produção que reflecte a situação em que Wenders se encontrava naquela altura, a meio da rodagem de “Hammett” – o primeiro filme americano do realizador alemão a que a produtora de Coppola, a American Zoetrope, estava a pôr vários entraves em termos de escolhas artísticas.
Em “O Estado das Coisas”, uma equipa de rodagem está em Sintra a filmar “Os Sobreviventes” (inspirado no “The Day the World Ended”, de Roger Corman). Mas a película acaba, o dinheiro acaba e o produtor do filme desaparece. O realizador parte então para Los Angeles à procura do produtor do filme e para angariar novos fundos para terminar o filme. Mas acaba por descobrir que o motivo por trás do estranho desaparecimento teve a ver com a escolha do preto e branco para a filmagem. 
O filme – uma das primeiras produções do produtor independente português Paulo Branco – venceu, em 1982, o Leão de Ouro no Festival de Veneza.
Título Original: Der Stand der Dinge | Interpretação: Geoffrey Carey, Isabelle Weingarten, Jeffrey Kime, Rebecca Pauly  | Realização: Wim Wenders | Argumento: Robert Kramer, Josh Wallace, Wim Wenders | Fotografia: Henri Alekon, Fred Murphy, Martin Schafer | Montagem: Jon Neuburger, Peter Przygodda, Barbara Von Weitershausen | Produção: Chris Sievernich | Música: Jim Jarumsch, Jurgen Knieper
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Quarta-feira, 26 de fevereiro | 21h30

O BARÃO
Edgar Pêra
PORTUGAL |  2011 |Fic | Cor | 88′ | M/12

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Apresentado por Rodrigo Areias. Licenciou-se em Som e Imagem na Escola das Artes com a especialização em Imagem. Fez também uma especialização em realização na Tisch School of Arts na Universidade de Nova Iorque e o programa de produção Eurodoc. É realizador, produtor e foi responsável pela produção de cinema de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura. Trabalhou ou produziu com realizadores como Jean-Luc Godard, Aki Kaurismaki, Peter Greenaway, Manoel de Oliveira, Pedro Costa e Victor Erice, Edgar Pêra, João Canijo e F. J. Ossang, André Gil Mata, João Rodrigues e Jorge Quintela.

No ano de 1943, durante a II Guerra Mundial, a produtora americana Valerie Lewton chegou a Portugal e casou-se com um actor português que lhe deu a conhecer o conto “O Barão”, escrito por Branquinho da Fonseca. Valerie viu nele a história perfeita para um filme de terror, começando, em segredo, as filmagens numa fábrica do Barreiro.
Quando a PIDE soube da existência do filme, mandou destruir os negativos. A equipa técnica foi repatriada e os actores portugueses deportados para o Tarrafal, na ilha de Santiago, Cabo Verde, onde morreram torturados na “frigideira”.
Em 2005, foram descobertas duas bobinas e o guião do filme nos arquivos do cineclube do Barreiro. Através delas o realizador Edgar Pêra decidiu fazer o “remake” do filme original, contando a história de um barão tirânico que aterroriza a população das montanhas do Barroso, no Norte de Portugal.

Interpretação:   Nuno Melo, Marcos Barbosa, Leonor Keil | Realização: Edgar Pera | Argumento: Luísa Costa Gomes | Fotografia: Luís Branquinho | Montagem: Tiago Antunes | Produção: Ana Costa | Música : Vozes da Rádio

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Quinta-feira, 27 de fevereiro | 21h30

FOME / HUNGER
Steve McQueen
IRLANDA/ RU | 2008| Fic |  Cor | 96′ | M/16

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Prisão de Maze, Belfast, Irlanda do Norte, 1981. Bobby Sands é um activista do IRA que começa uma greve de fome contra o tratamento que dão aos prisioneiros. Sands, que morreria pouco tempo depois, vítima de ataque cardíaco, tenta conseguir para os activistas do IRA o estatuto de presos políticos e acaba por se transformar num símbolo da luta armada do grupo.
Steve McQueen recria a história, questionando as noções de mártir e herói. “Fome” é o primeiro filme do artista plástico britânico que ganhou o Turner em 1999 e que conquistou em Cannes, onde o filme foi apresentado na secção Un Certain Regard, a Caméra d’Or, troféu que distingue a melhor primeira obra apresentada no festival.

Título Original: Hunger | Interpretação: Michael Fassbender, Stuart Graham, Helena Bereen | Realização:Steve McQueen | Argumento: Enda Walsh, Steve McQueen | Fotografia: Sean Bobbitt | Montagem: Joe Walker | Produção: Iain Canning, Peter Carlton, Edmund Coulthard | Música: Leo Abrahams, David Homest
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Bilhete Normal: €3,50
Bilhete Estudante e Sénior: €2,50
Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0,50
A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.
Casa das Artes - Sala Henrique Alves Costa
Rua de Ruben A. 210, 4150-639 – Porto
T.226 006 153

Sessão de 29,30 Jan e 1de Fevereiro | Casa das Artes

Na próxima semana o Cineclube apresenta, na Casa das Artes, os seguintes filmes:

Quarta-feira,  29 de Janeiro | 21h30
ATÉ VER A LUZ
Basil da Cunha
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PORTUGAL/SUIÇA | 2013 | Fic | Cor | 95′ | M/16
apresentado por Daniel Ribas.Investigador de doutoramento da Universidade de Aveiro e professor convidado no Instituto Politécnico deBragança, ambos no campo dos estudos fílmicos. Foi bolseiro da FCT e prepara a sua  tese dedoutoramento sobre a identidade nacional nos filmes de João Canijo. É membro da direção da AIM – Associação de Investigadores da Imagem em Movimento. Licenciou-se em Som e Imagem (especialização Argumento), na Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e tem também um percurso profissional como argumentista. É coordenador editorial e membro da equipa de organização do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema. É membro da direção da APAD (Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos) e é editor da Revista Drama.Nascido e criado no Bairro da Reboleira, na Amadora, Sombra já foi condenado e preso por vários delitos. Hoje, acabado de sair da prisão, regressa à sua vida normal como “dealer”, numa tentativade reintegração no implacável grupo de amigos. Porém, apesar do esforço, está consciente que é um marginal dentro da própria marginalidade do bairro. Por tudo isso, sabe que o seu destino será ser sempre julgado não apenas por aquilo que fez mas, acima de tudo, por aquilo que é.
Com argumento e realização do luso-suíço Basil da Cunha, marca a terceira participação do jovem realizador no prestigiado Festival de Cinema de Cannes (depois das curtas “Nuvem”, em 2011, e “Os vivos também choram”, em 2012), onde o filme teve a sua estreia mundial. 
Quinta-feira, 30 de Janeiro | 21h30O SOM AO REDOR
Kleber Mendonça Filho
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BRASIL | 2012 | Fic | Cor | 131′| M/12
A vida numa rua de classe média na zona sul do Recife, Brasil, é alterada após a contratação deuma milícia que oferece segurança privada. Porém, se a presença destes homens traz tranquilidade à vida de alguns, para outros é causa de tensão e mal-estar…
Estreia de Kleber Mendonça Filho na longa-metragem de ficção, depois das curtas “Enjaulado” (1997), “A Menina do Algodão” (2002), “Vinil Verde” (2004), “Eletrodoméstica” (2005), “Noite deSexta Manhã de Sábado” (2006) e do documentário “Recife Frio” (2009). O realizador pernambucano foi o vencedor do prémio de Melhor Filme na 36.ª Mostra Internacional de Cinema deSão Paulo.
Sábado, 1 de Fevereiro | 16h
AS AVENTURAS DE ROBIN DOS BOSQUES / THE ADVENTURES OF ROBIN WOOD
Michael Curtiz
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EUA | 1938| Fic | Cor| 108′ | M/6
Sir Robin of Locksley, defensor dos oprimidos saxões, desagrada à autoridade normanda e é forçado a tornar-se um fora da lei. Com o seu bando de «Merry Men», ele rouba aos ricos, dá aos pobres, e ainda lhe sobra tempo para seduzir a adorável Maid Marian, confrontar o cruel Sir Guy of Gisbourne e manter o pérfido Príncipe João fora do trono de Inglaterra.
Bilhete Normal: €3,50
Bilhete Estudante e Sénior: €2,50
Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0,50
A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.Casa das Artes - Sala Henrique Alves Costa
Rua de Ruben A. 210 – Porto
T.226 006 153

Sessão de 22,23 e 25 de Janeiro | Casa das Artes

Na próxima semana o Cineclube apresenta na Casa das Artes os seguintes filmes:

Quarta-feira, 22 de Janeiro | 21h30

CRÓNICA DOS BONS MALANDROS
Fernando Lopes

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PORTUGAL | 1984 | Fic | Cor | 82′ | M/12

Baseada no romance homónimo de Mário Zambujal, a história anda à volta de um grupo de amigos que se dedica a pequenos assaltos, até que é subornado por um misterioso italiano que os desafia a roubar obras de arte num museu de Lisboa.

Filme elíptico e festivo em que o protagonismo é concedido à cidade de Lisboa, “Crónica dos Bons Malandros” junta uma estrutura narrativa fragmentária a uma série de referências que incluem a tradição policial, a comédia, a música ligeira e a banda desenhada.

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Quinta-feira, 23 de Janeiro | 21h30

O MIÚDO DA BICICLETA/ LE GAMIN AU VÉLO
Jean-Pierre & Luc DardenneImage

FRANÇA | 2011 | Fic | Cor | 97′ | M/12

Cyril, de 12 anos, foi abandonado pelo pai numa casa de acolhimento para rapazes, sem qualquer explicação. Fragilizado e cheio de revolta, acaba por se tornar amigo de Samantha (Cécile de France), uma cabeleireira a quem ele consegue persuadir em acolhê-lo aos fins-de-semana. Decidido a reencontrar o pai, o rapaz convence-a a procurá-lo, crente de que encontrará a explicação que precisa para aquele afastamento. Porém, nem tudo acontece como previsto e Cyril vai ter de aprender a receber o amor de Samantha e encontrar novas razões para continuar…Realizado pelos irmãos Dardenne, foi o filme vencedor do grande prémio do Júri na edição de 2011 do Festival de Cannes.

Sábado, 25 de Janeiro | 16h

RIO BRAVO
Howard Hawks
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EUA | 1959 | Fic | Cor | 141′ | M/12

Obra-prima de Howard Hawks, do “western” e do cinema americano, com a participação de John Wayne – o grande “cowboy” de Hollywood. Segundo o realizador, “Rio Bravo” foi uma reação ao “western” de Fred Zinnemann, “O Comboio Apitou Três Vezes” (1952), que contava com Gary Cooper no principal papel. Hawks parte de uma situação semelhante – a história de resistência quase solitária de um xerife contra a prepotência de um poderoso rancheiro -, mas contraria a densidade dramática do modelo e a profundidade psicológica das personagens e insere o humor e a ação, alimentada pela mitologia dos grandes heróis do Oeste.

Bilhete Normal: € 3.50

Bilhete Estudante e Sénior: €2.50

Bilhete Associado Cineclube do Porto: €0.50

A bilheteira abre 30 minutos antes de cada sessão.